4 de junho de 2026

Crimes violentos estão se deslocando da capital para os municípios do Acre, diz Sejusp

Crimes violentos estão se deslocando da capital para os municípios   do Acre, diz Sejusp

O secretário de Estado e Segurança Pública, coronel PM reformado Paulo Cézar Santos, admitiu, nesta quarta-feira (13), que está havendo uma espécie de deslocamento de crimes violentos contra a vida da capital rumo ao interior do Acre. É que, enquanto a capital Rio Branco vive o declínio das mortes violentas na ordem de 4,6 %, o sistema de segurança pública estadual detecta aumento dos mesmos crimes nas regiões do Alto Acre e Purus.

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Os números mostram que das 144 mortes violentas ocorridas no Acre de janeiro a agosto de 2022, a maioria se deu no interior do Estado. Os mesmos crimes no município de Sena Madureira, que é uma espécie de capital da Regional do Purus, aumentaram em média 350%, e pelo menos 150% em Brasiléia, maior cidade da Regional do Alto Acre.

Dos crimes registrados, 88% têm homens como vítimas e a maioria estaria associada à guerra entre facções. O restante das vítimas são mulheres. Do total das vítimas femininas, pelo menos 9% morreram por causa de gênero, o chamado crime de feminicídios, quando os ex-maridos, namorados ou companheiros matam suas companheiras.

O Acre, apesar de ter diminuído alguns números nesta modalidade de assassinato, continua a ser um dos estados do país a liderar as estatísticas nacionais quanto a este tipo de crime.

O que aponta para algum tipo de positividade para o sistema de segurança quanto ao aumento do número de assassinatos no interior, é que, de todos os crimes, pelo menos 50% têm autoria identificada e os criminosos passam a ser procurados e presos.

Entre os 40% de crimes de autoria não identificada, os chamados assassinatos misteriosos, está, por exemplo, a morte do ex-prefeito de Plácido de Castro, Gedeon Barros, executado a tiros em Rio Branco, na Via Chico Mendes, em maio de 2021. “As investigações continuam, mas ainda não há pistas sobre autoria”, admitiu o coronel Paulo Cézar Santos, ao lembrar que a tarefa de investigação cabe à Polícia Civil.

Quanto à Polícia Militar, o serviço de segurança e proteção à sociedade por parte da instituição em relação ao interior, foi iniciado assim que os números apontaram o deslocamento dos crimes violentos da capital rumo aos municípios.