3 de junho de 2026

Promotor diz que dinheiro gasto em shows da ExpoSena deveria ser usado para resolver problemas da cidade

Promotor diz que dinheiro gasto em shows da ExpoSena deveria ser usado para resolver problemas da cidade

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) ajuizou uma ação civil pública nesta terça-feira (20), pedindo determinação judicial para a não contratação e pagamento dos artistas nacionais para a ExpoSena 2022, que acontece entre os dias 22 e 25 de setembro.

A organização anunciou os shows nacionais com Bonde do Forró, gospel Matos Nascimento, dupla Ivan e Lucas e do cantor Wanderley Andrade. Nesta quarta-feira (21), o promotor Daisson Teles, da Promotoria de Justiça Cível de Sena Madureira, explicou, em entrevista à Difusora Acreana do município, que o Ministério Público entende que os valores pagos pelos shows, cuja somatória é de mais de R$ 700 mil, poderiam ser investidos em áreas precárias do município, em especial a infraestrutura.

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“Não somos contra a realização da ExpoSena, pelo contrário, o Ministério Público entende que é possível e salutar que tenha a festa e dinheiro circulando no município. Ocorre que a população tem inúmeros problemas que deveriam ser sanados e esse dinheiro poderia ser investido na solução desses problemas. Então, o Ministério Público acha desproporcional R$168 mil para um show nacional, quando a banda fica por 2 horas cantando e vai embora de uma cidade que não tem calçadas, saneamento básico, as ruas esburacadas, não temos um canil e os animais estão nas ruas, tem lixo, urubus. Esse dinheiro poderia ser investido na saúde, na educação e outras políticas públicas e, portanto, diante dessa desproporcionalidade, entramos com ação para defender o interesse da população.”

Teles entende que esse é um recurso público que poderia ser investido inclusive para pagamento de servidores públicos, além disso, a festividade poderia priorizar apresentações de artistas acreanos.

“Os artistas locais que sofreram tanto com a pandemia, sem poder trabalhar, e poderiam ter sido contratados e não foram”, concluiu.

Na ação, o Ministério Público pediu que a justiça determinasse, no prazo de 24 horas, a contar da intimação pessoal do prefeito e da procuradora-geral do Município, para que faça constar na página oficial do seu sítio eletrônico o aviso de cancelamento dos aludidos shows nacionais.

Até o momento isso não ocorreu, pelo contrário, o prefeito do município, Mazinho Serafim (MDB) afirmou que os shows estão mantidos: “Vai ter festa sim”, declarou 

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