4 de junho de 2026

PF faz apreensões de quadrilha que era uma das maiores fornecedoras de cocaína no país

PF faz apreensões de quadrilha que era uma das maiores fornecedoras de cocaína no país

Imóveis e veículos de luxo foram apreendidos pela Polícia Federal (PF), na manhã desta terça-feira (22), em endereços ligados a uma organização criminosa que é considerada uma das maiores fornecedoras de cocaína no país.

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Os mandados judiciais são cumpridos nos estados de RondôniaMato Grosso do SulBahiaSanta Catarina e Distrito Federal, através da 3ª etapa da Operação Pavo Real.

Ao todo, a Justiça Federal autorizou o cumprimento de 16 mandados de busca e apreensão, além do sequestro de 16 veículos e 66 imóveis de luxo ligados a quadrilha.

Veículo de luxo apreendido pela operação da PF — Foto: Divulgação/PF
Veículo de luxo apreendido pela operação da PF — Foto: Divulgação/PF

Segundo a PF, a nova fase da Pavo Real é um desdobramento das operação feita 2020, quando foram presos cinco traficantes, incluindo o filho de Jarvis Pavão.

Jarvis Chimenes Pavão, que está preso, era um dos principais fornecedores de cocaína do país e já tem condenação a mais de 60 anos de prisão pelos crimes de lavagem de dinheiro e tráfico internacional e drogas.

Carro de luxo que pertencia a quadrilha foi apreendido — Foto: PF/Reprodução
Carro de luxo que pertencia a quadrilha foi apreendido — Foto: PF/Reprodução

Quando as investigações iniciaram?

Em fevereiro de 2019, após a PF identificar a movimentação de valores por um dos internos da Penitenciária Federal de Porto Velho. À ocasião, os policiais encontraram em uma cela diversos bilhetes escritos à mão e com anotações de imóveis codificados por siglas e codinomes.

A primeira fase da operação foi feita em junho daquele ano. Na época foram cumpridos mandados de busca e apreensão em imóveis de alto padrão em Porto Velho, que teriam sido alugados pelo grupo criminoso para ficar mais próximo à penitenciária federal da cidade

Segundo as investigações, mesmo preso, Jarvis comandava um esquema de lavagem de dinheiro e ocultação de bens obtidos por meio do tráfico internacional de drogas. A organização criminosa contava com a esposa, a mãe, o padrasto, filhos, genros, irmãos e sobrinhos dele. Todos foram alvos de mandados de prisão.

Em 2019, a PF já havia sequestrado 17 veículos de luxo da quadrilha, avaliados em R$ 2,3 milhões e cerca de 50 imóveis.

Na primeira etapa da operação Pavo Real, a Justiça Federal determinou ainda bloqueio de mais de R$ 302 milhões das contas de 96 investigados, entre pessoas físicas e jurídicas, e a suspensão da atividade comercial de 22 empresas utilizadas pela organização criminosa.

Novos bens milionários descobertos

A partir da operação feita em junho de 2019 e 2020, a PF seguiu analisando os materiais apreendidos e descobriu que a organização criminosa tinha o envolvimento de outras outras pessoas.

Foi identificado também que esses integrantes que passaram ‘ilesos’ da primeira fase da operação fizeram a ocultação do patrimônio, mas a PF conseguiu identificar 58 veículos e 73 imóveis de luxo pertencente ao grupo criminoso.

Segundo a polícia, parte desses bens já haviam sido vendidos a terceiros de boa-fé e, por isso, a Justiça autorizou a apreensão apenas de 66 imóveis e de 16 veículos.