16 de junho de 2026

Bolsonarista “roxo”, senador eleito Alan Rick explica voto contra PEC da Transição na Câmara dos Deputados

Bolsonarista “roxo”, senador eleito Alan Rick explica voto contra PEC da Transição na Câmara dos Deputados

Após ser criticado nas redes sociais, o deputado federal e senador eleito Alan Rick (UB), considerado um bolsonarista “roxo”, publicou uma “carta aos acreanos” explicando os motivos que o levaram a votar contra a “PEC da transição”, Proposta de Emenda à Constituição que visa flexibilizar o teto de gastos em 2023 para garantir o financiamento de propostas consideradas essenciais para o novo governo, sobretudo da área social. Ela é também chamada de “waiver” ou licença.

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Segundo Alan Rick, aprovar a PEC seria ” dar um cheque em branco para o próximo governo endividar o Brasil!”

Confira abaixo na íntegra a carta publicada pelo deputado:

“VOTEI NÃO À PEC DO LULA!”

“A Câmara dos Deputados acabou de votar o 1º turno da PEC da Gastança e meu voto foi NÃO!

Desde sempre apoiei o Auxílio Brasil de R$ 600,00 pois foi uma promessa de campanha do presidente Bolsonaro.

Porém o texto que veio do Senado estabelece um valor muito acima dos R$ 70 bilhões necessários para atender os mais pobres! O texto atual ultrapassa os R$ 145 bilhões. Mais que o dobro!

Eu não seria irresponsável de dar um cheque em branco para o próximo governo endividar o Brasil!

Inclusive o Auxílio Brasil foi retirado do Teto de Gastos, por decisão do STF. Não precisava mais de uma PEC pra votar a matéria.

Mas há outros motivos pra votar contra a PEC da gastança. O texto permite que o Brasil contraía dívida com organismos externos para investir em infraestrutura extrateto, aumentando significativamente a dívida pública do País.

A PEC também pretende abolir as regras atuais de Teto Fiscal, colocando nas mãos do governo do PT o poder de definir novas regras do teto.

O teto fiscal é importante instrumento de controle das contas públicas e foi votado para valer por 20 anos para que o governo brasileiro organizasse os gastos públicos.

Infelizmente perdemos essa votação, mas continuaremos lutando por um Brasil mais justo.”

 

Com informações do acrejornal