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Redução da miséria no Acre, porém 52,9% da população ainda vive na pobreza

Por Redação 24/05/2023 13:46 Atualizado em 24/05/2023 13:47
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De acordo com o levantamento realizado pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD/IBGE) referente ao ano de 2022, cerca de dez milhões de pessoas conseguiram superar a condição de pobreza no Brasil no último ano. No entanto, a situação no estado do Acre ainda é preocupante, com mais da metade de sua população, ou seja, 52,9%, vivendo nessa condição.

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O estudo, divulgado recentemente, revela que nove estados, incluindo o Acre, têm a maioria de sua população vivendo em situação de pobreza. O Maranhão lidera o ranking com 58,9% de sua população nessa condição, seguido pelo Amazonas (56,7%), Alagoas (56,2%), Paraíba (54,6%), Ceará (53,4%), Pernambuco (53,2%), Bahia (51,6%), Piauí (50,4%) e o já mencionado Acre.

Além desses nove estados, outros seis registraram taxas de pobreza acima da média nacional, que é de 33,0%. Esses estados são Amapá (49,4%), Pará (49,1%), Sergipe (47,9%), Roraima (46,8%), Rio Grande do Norte (46,2%) e Tocantins (35,8%), todos localizados nas regiões Nordeste e Norte. Por outro lado, os estados com as menores taxas de pobreza são o Rio Grande do Sul (18,2%), Distrito Federal (17,3%) e Santa Catarina (13,9%).

O estudo também aponta que quatorze estados apresentaram taxas de extrema pobreza superiores à média nacional, que é de 6,4%. As taxas mais elevadas foram registradas no Maranhão (15,9%), Acre (14,7%) e Alagoas (14,1%), valores que ultrapassam os índices observados em nações como o Senegal (9,3%) e Honduras (12,7%), que enfrentam desafios sociais históricos.

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Em contrapartida, a extrema pobreza mostrou-se menor no Mato Grosso do Sul (2,8%), Distrito Federal (2,0%) e Santa Catarina (1,9%), números semelhantes aos de países como Peru (2,9%) e Sérvia (1,6%), embora ainda haja uma distância significativa em relação às nações desenvolvidas, como Estados Unidos (0,2%), Dinamarca (0,2%) e Noruega (0,2%).

No caso específico do Acre, a taxa de pobreza diminuiu de 55,7% em 2021 para 52,9% em 2022, representando uma queda de 2,8% em apenas um ano. Essa redução pode ser atribuída em grande parte às injeções financeiras provenientes dos programas sociais, especialmente o Auxílio Brasil, que foi substituído pelo Bolsa Família em 2023.

A extrema pobreza também registrou uma queda significativa no Acre entre 2021 e 2022, passando de 18,1% para 14,7%, uma redução de 3,4%.

Apesar dos avanços na redução da pobreza em todo o país, os números do Acre evidenciam a persistência dos desafios enfrentados pela população, destacando a necessidade contínua de políticas e investimentos para melhorar as condições socioeconômicas e garantir um futuro mais próspero para todos os brasileiros.

Por: Redação.

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