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‘Não queríamos derrubar o governo’ Putin, diz Prigozhin em primeira fala após fim do motim

Por Redação 26/06/2023 14:29
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Na primeira manifestação após o fim de um motim, o líder do grupo paramilitar Wagner, Yevgeny Prigozhin, disse, nesta segunda-feira (26), que a marcha em direção a Moscou, abortada após negociação com o governo russo, não tinha por objetivo derrubar o governo de Vladimir Putin, presidente da Rússia.

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“O objetivo da marcha era evitar a destruição do ‘Wagner’ e responsabilizar os funcionários que, por meio de suas ações não profissionais, cometeram um grande número de erros”, disse o paramilitar em uma mensagem de áudio de 11 minutos, divulgada pelo Telegram.

Prigozhin afirmou ainda que recuou para “evitar um derramamento de sangue de soldados russos”.

Desde o fim da mobilização não se sabe a localização exata de Prigozhin. O acordo feito com o governo russo previa que ele viveria em exílio em Belarus.

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O que causou a rebelião?

Há meses, Prigozhin vinha tendo desentendimentos com o Ministério da Defesa russo por conta da falta de armas e suprimentos de guerra para suas tropas.

A relação entre o chefe da organização paramilitar e o governo russo estremeceu ainda mais após um suposto ataque da Rússia contra acampamentos do grupo, que teria matado diversos integrantes do Wagner.

No início do mês, o Ministério da Defesa da Rússia disse que tropas voluntárias e grupos militares privados seriam obrigados a assinar um contrato com o governo. A medida não agradou os membros do Wagner.

Na última sexta-feira, depois de meses de cobranças e críticas ao Ministério da Defesa russo, Prigozhin decidiu subir o tom e chama a versão do Kremlin para a guerra na Ucrânia de “mentiras inventadas”. O líder também acusou o ministro da pasta, Serguei Shoigu, de ter ludibriado Putin para a guerra.

“O Ministério da Defesa está tentando enganar a sociedade e o presidente e nos contar uma história sobre como houve uma agressão louca da Ucrânia e que eles planejavam nos atacar com toda a Otan. A guerra era necessária para que Shoigu pudesse obter uma segunda medalha . A guerra não era necessária para desmilitarizar ou desnazificar a Ucrânia (o principal argumento de Putin à época da invasão).”

Acordo com o Ministério da Defesa

Na mensagem divulgada por Prigozhin nesta segunda-feira, o líder do grupo Wagner afirma que nenhum dos seus homens concordou com o acordo previsto.

O russo disse ainda que sua marcha para a capital Moscou revelou diversos problemas na segurança do território russo.

Participação de Belarus

Segundo a rede britânica BBC, o líder do grupo Wagner disse na mensagem de 11 minutos que o presidente de Belarus, Alexander Lukashenko teria ajudado na negociação: “(…) ele estendeu a mão e se ofereceu para encontrar maneiras de Wagner continuar seu trabalho legalmente”.

Já o porta-voz do governo Russo, Dmitry Peskov, informou que as negociações foram facilitadas após a participação de Lukashenko, que conhece Prigozhin há mais de 20 anos.

Ainda segundo Peskov, os esforços ajudaram a resolver a situação sem o aumento das tensões e sem derramamento de sangue.

Fim do “regime antiterrorista” em Moscou

O prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, disse nesta segunda-feira que estava cancelando o regime antiterrorista imposto na cidade durante a rebelião do grupo Wagner.

Sobyanin fez o anúncio em um comunicado publicado no aplicativo de mensagens Telegram na segunda-feira.

A mídia russa citou os escritórios locais do Serviço Federal de Segurança (FSB) dizendo que regimes semelhantes foram cancelados nas regiões de Voronezh e Moscou.

Separadamente, o Comitê Nacional Antiterrorismo da Rússia disse que a situação no país era “estável”.

Por: G1 – Mundo.

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