Início / Versão completa
ACRE

TJAC pede prazo ao STF para adotar medida que surgiu após Lava Jato e diminui parcialidade de juízes

Por Redação 09/08/2023 15:21 Atualizado em 09/08/2023 15:21
Publicidade

A presidente do Tribunal de Justiça do Acre, desembargadora Regina Ferrari, assinou junto com outros presidentes de Tribunais de Justiça, ofícios enviados ao Superior Tribunal de Justiça, pedindo que o  modelo chamado de ‘juiz das garantias’ não seja instalado imediatamente nas cortes.

Publicidade

O STJ começa nesta quarta-feira (9) o julgamento da validade da nova proposta.

Criada e sancionada durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, a medida pretende evitar a parcialidade de juízes que julgam ações criminais. A proposta estabelece que cada processo penal seja acompanhado por 2 juízes.

O chamado ‘juiz de garantia’ deve acompanhar a fase de inquérito, acompanhando as primeiras investigações do processo feitas pela Polícia Civil. Já o segundo juiz, o de instrução e julgamento, começa a atuar no momento em que a investigação se torna uma ação penal, logo depois de denúncia do Ministério Público. Não cabe ao juiz das garantias julgar os réus investigados.

Publicidade

A medida faz parte do ‘pacote anticrime’, enviada pelo ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, agora senador do Paraná.

Regina Ferrari, assim como os demais desembargadores da corte, alegou que a determinação precisa de tempo e orçamento para ser instalada obrigatoriamente.

Regina Ferrari, presidente do TJAC/Reprodução

“É certo que a criação da figura do juiz das garantias impõe aos órgãos do Poder Judiciário federal e estadual a assunção o dispêndio de mais recursos econômicos, num cenário comum em que todos os tribunais já funcionam com escassez orçamentária”, disse em ofício a presidente.

A medida surgiu justamente após críticas à Operação Lava Jato, que concentrava poderes apenas a um só juiz durante todas as fases investigativas e de julgamento dos processos.

O relator do processo, ministro Luiz Fux, votou contra a implementação da medida. A expectativa, porém, é de que os outros ministros votem a favor da medida. O recém-empossado, Cristiano Zanin, que defendeu o presidente Lula durante o julgamento da Lava Jato, deve ser favorável à decisão.

Por: ContilNet.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.