18 julho 2024

Adufac busca medida protetiva coletiva após acusações de abuso por estudante da UFAC

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Após estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) denunciarem abusos cometidos por Alício Lopes de Souza, aluno do curso de bacharelado em História, a Associação de Docentes da Universidade Federal do Acre (Adufac) decidiu solicitar uma medida protetiva coletiva contra Souza. O pedido foi formalizado na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) nesta segunda-feira (25). A presidente da Adufac, professora Letícia Mamed, enfatizou que a suspensão do aluno, decidida pelo Conselho Universitário, não é suficiente para garantir a segurança das estudantes.

De acordo com a professora, Souza reside próximo à Ufac e frequentemente tenta ingressar no campus, mesmo estando suspenso, o que representa um potencial risco de represálias. Ela destacou a necessidade de uma medida protetiva efetiva para preservar os direitos e a segurança das pessoas envolvidas, dadas as informações sobre o histórico do acusado.

Além disso, a pesquisa no sistema judiciário confirmou que Souza responde a um processo por ameaça e é autor de uma ação para ser reintegrado à Polícia Militar após ter sido afastado em 1996. O Conselho Universitário já havia decidido manter Souza suspenso até a conclusão do processo disciplinar instaurado pela Ufac, proibindo-o de participar de atividades acadêmicas e frequentar o campus universitário.

O Centro Acadêmico Pedro Martinello denunciou casos de abuso, importunação sexual, ameaças e outras condutas problemáticas cometidas por Souza, que ocorrem desde o ano passado, com relatos ao longo dos últimos quatro anos. As denúncias foram encaminhadas à reitoria, e um abaixo-assinado foi criado para exigir providências, sendo enviado à administração da Ufac em várias ocasiões.

A Ufac confirmou o recebimento das denúncias e ressaltou que está tomando medidas regimentais para investigar o comportamento de Souza e que o processo está em andamento até a emissão do parecer da comissão de inquérito disciplinar, responsável por apurar os fatos.

Letícia Mamed acredita que o processo aberto pela Ufac proporcionará uma resposta apropriada, mas reforça a necessidade de garantir medidas além do âmbito acadêmico. Ela enfatiza a importância de abordar questões como assédio, abuso e violência de gênero na universidade, dada a realidade do estado, que apresenta altos índices de feminicídio no país.

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