17 de julho de 2026

Perícia revela que bebê encontrado morto em quitinete no Paranoá sofreu agressões físicas do próprio pai

Perícia revela que bebê encontrado morto em quitinete no Paranoá sofreu agressões físicas do próprio pai

Após a realização de uma perícia pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), foi constatado que o bebê encontrado morto em uma quitinete no Paranoá, na terça-feira (17/10), sofreu hemorragia e rompimento do pâncreas em decorrência de agressões físicas causadas pelo pai. A criança, chamada Cássio da Silva Pereira e com 2 anos de idade, apresentava, segundo o laudo preliminar, dois ferimentos na região dos olhos, bem como diversas marcas pelo corpo. O pai, identificado como Wagner Pereira da Silva, de 37 anos, foi preso em flagrante.

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De acordo com o delegado adjunto da 6ª DP (Paranoá), Bruno Carvalho, a perícia revelou a existência de múltiplas lesões recentes no corpo da criança. Patrícia Viriato da Silva, de 25 anos, a mãe do menino, informou aos investigadores que Cássio era frequentemente maltratado pelo pai, que o agredia com pancadas no abdome. A criança morreu em decorrência de hemorragia que levou ao choque hipovolêmico.

Segundo o relato de Patrícia à polícia, ela saiu de casa por volta das 6h para estudar na biblioteca da Universidade de Brasília (UnB, deixando o filho bem. Entretanto, cerca de 7h30, recebeu uma mensagem de texto de Wagner informando que o filho não estava bem. O Corpo de Bombeiros Militar do DF foi acionado, mas Cássio foi encontrado sem vida na residência.

Wagner Pereira foi preso em flagrante sob suspeita de causar a morte do bebê. Embora não tenha confessado diretamente o crime, as investigações sugerem que Cássio morreu devido às lesões causadas pelo pai. A PCDF ainda investiga se a mãe teve algum envolvimento no crime.

O delegado adjunto informou que Wagner será indiciado por homicídio qualificado por tortura, motivo fútil e redução da capacidade de resistência da vítima.

Vizinhos da quitinete onde o casal residia relataram à Polícia Militar (PMDF) que a criança era vítima de violência doméstica. Eles disseram que já tinham ouvido episódios de possíveis agressões. Um vizinho mencionou que viu o garoto no dia anterior e, naquela ocasião, ele não apresentava ferimentos visíveis. A criança tinha vários hematomas em todo o corpo, incluindo ferimentos contundentes nos olhos. O pai alegou que essas lesões eram resultado de quedas da criança devido a um problema em sua perna.

Wagner havia sido aprovado no Processo Seletivo Simplificado para Professor Substituto de Educação Física, mas não chegou a assumir o cargo, de acordo com a Secretaria de Educação.

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