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Ministério da Justiça recebeu mulher de um líder do Comando Vermelho

Por Redação 14/11/2023 12:09 Atualizado em 14/11/2023 12:09
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A mulher de um líder do Comando Vermelho participou de reuniões com secretários do Ministério da Justiça. As informações foram reveladas pelo jornal O Estado de S.Paulo e confirmadas pelo UOL.

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Nas redes sociais, Luciane compartilhou várias fotos e vídeos em Brasília. Ela já esteve no CNJ (Conselho Nacional de Justiça), na Câmara dos Deputados e em encontro com políticos.

O Ministério da Justiça admitiu ao Estadão que Luciane foi recebida por secretários, mas ressaltou que ela integrava uma comitiva de advogados. “A presença de acompanhantes é de responsabilidade exclusiva da entidade requerente e das advogadas que se apresentaram como suas dirigentes”.

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Audiências em Brasília
Luciane esteve no Ministério da Justiça como presidente da ILA (Associação Instituto Liberdade do Amazonas). A Polícia Civil do AM diz que a ONG atua em prol dos presos ligados ao Comando Vermelho e é financiada com dinheiro do tráfico.

Em 19 de março, Luciane esteve com Elias Vaz, secretário nacional de Assuntos Legislativos. Em 2 de maio, ela se encontrou com Rafael Velasco Brandani, titular da Secretaria Nacional de Políticas Penais.

Nas redes sociais, Luciane escreveu que levou a Velasco “denúncias de revistas vexatórias” no sistema prisional amazonense, além de um “dossiê” sobre “violações de direitos fundamentais e humanos” supostamente cometidas pela.

Luciane circula por Brasília acompanhada da advogada Camila Guimarães de Lima e da amiga Janira Rocha, ex-deputada estadual pelo PSOL. Janira foi condenada em 2021 por suspeita de rachadinha com salário de assessores na Alerj e hoje atua na defesa da ex-deputada federal Flordelis.

O Estadão procurou o Instituto Liberdade do Amazonas, mas não conseguiu retorno. A advogada de Luciane, Cristiane Gama Guimarães Generoso, diz que não fala sobre processos de seus clientes. “Que absurdo é esse?”, respondeu sobre a acusação do MP sobre Luciane.

Já o Ministério da Justiça diz que seria “impossível” a detecção prévia da situação de Luciane. Leia na íntegra:

“No dia 16 de março, a Secretaria de Assuntos Legislativos (SAL) atendeu solicitação de agenda da Anacrim (Associação Nacional da Advocacia Criminal), com a presença de várias advogadas.

A cidadã mencionada no pedido de nota não foi a requerente da audiência, e sim uma entidade de advogados. A presença de acompanhantes é de responsabilidade exclusiva da entidade requerente e das advogadas que se apresentaram como suas dirigentes.

Por não se tratar de assunto da pasta, a Anacrim, que solicitou a agenda, foi orientada a pedir reunião na Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen).

A agenda na Senappen e da Anacrim aconteceu no dia 2 de maio, quando foram apresentadas reivindicações da Anacrim.

Não houve qualquer outro andamento do tema.

Sobre a atuação do Setor de Inteligência, era impossível a detecção prévia da situação de uma acompanhante, uma vez que a solicitante da audiência era uma entidade de advogados, e não a cidadã mencionada no pedido de nota.

Todas as pessoas que entram no MJSP passam por cadastro na recepção e detector de metais.

O ministro Flávio Dino, citado na reportagem do Estadão, diz que nunca recebeu líder de facção ou esposa em audiência no Ministério da Justiça. “De modo absurdo, simplesmente inventaram a minha presença em uma audiência que não se realizou em meu gabinete”.

O secretário Elias Vaz também falou sobre a audiência com Luciane. Ele diz que atendeu a uma solicitação da ex-deputoJanira Rocha, que levou acompanhantes.

Com Informações  UOL

 

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