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Torcedora argentina é presa por racismo no Maracanã, e 17 são levados ao juizado após confusão na arquibancada

Por Redação 22/11/2023 10:37 Atualizado em 22/11/2023 10:37
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Na noite de terça-feira (21), durante o clássico Brasil x Argentina no Maracanã, uma torcedora argentina, identificada como Maria Belem Mateucci, foi presa em flagrante por suspeita de racismo. A acusação refere-se a insultos racistas dirigidos a uma funcionária de uma empresa que presta serviços no estádio, sendo a vítima chamada de “pedaço de macaco”, segundo testemunhas.

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Maria Belem Mateucci foi encaminhada para o Juizado Especial Criminal (Jecrim) do estádio, onde a prisão em flagrante foi convertida em prisão preventiva.

Além desse incidente, pelo menos 17 torcedores foram levados ao Jecrim, e dois deles necessitaram de atendimento médico em decorrência da briga ocorrida nas arquibancadas. As punições aplicadas aos infratores envolveram transações penais, e um deles recebeu uma medida cautelar de afastamento dos estádios, com a obrigação de comparecer ao juízo.

A confusão teve início minutos antes de a partida começar, durante a execução dos hinos nacionais, quando torcedores brasileiros e argentinos entraram em confronto no setor onde os fãs argentinos estavam concentrados. A falta de separação entre as duas torcidas contribuiu para o conflito, que envolveu ações violentas, como o arrancamento e arremesso de assentos.

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O tumulto chamou a atenção dos jogadores em campo, levando os argentinos a intervir na tentativa de acalmar a situação. A demora inicial da polícia em agir gerou momentos de tensão, mas, eventualmente, a situação foi controlada.

Durante a paralisação, o presidente da Associação de Futebol da Argentina, Chiqui Tapia, discutiu com o árbitro chileno Piero Maza. O jogo começou com 27 minutos de atraso, após os jogadores retornarem ao campo.

A confederação brasileira de futebol (CBF) prestou esclarecimentos, destacando que o planejamento da partida foi cuidadosamente elaborado em conjunto com as autoridades públicas, incluindo a polícia militar do estado do Rio de Janeiro. O plano foi aprovado sem ressalvas, e a CBF reiterou que a realização de partidas com torcida mista é um padrão em competições internacionais. A organização ressaltou que o único pedido recebido foi do Ministério Público para não realizar partidas com o formato de ingressos eletrônicos.

O incidente evidencia a necessidade de medidas mais eficazes para garantir a segurança e o respeito nos estádios, assim como a importância de uma abordagem mais rigorosa em relação ao comportamento discriminatório por parte dos torcedores.

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