4 de junho de 2026

Acre registra 254 eventos climáticos extremos em 36 anos, indicando tendência crescente

Acre registra 254 eventos climáticos extremos em 36 anos, indicando tendência crescente

Um levantamento realizado por pesquisadores da Universidade Federal do Acre (UFAC), em parceria com o Centro de Pesquisa Climática Woodwell, Universidade Estadual do Ceará (UECE) e Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), revela que eventos climáticos extremos que antes impactavam o Acre a cada cinco décadas agora ocorrem anualmente. A pesquisa abordou o período de 1987 a 2023, identificando 254 eventos extremos, incluindo incêndios florestais, inundações e crises hídricas.

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Publicado na revista “Perspectives in Ecology and Conservation” sob o título “Extremos Climáticos na Amazônia: Aumento das Secas e Inundações no Estado Brasileiro do Acre”, o estudo destaca que 60% dos eventos foram incêndios florestais e queimadas em áreas desmatadas, 33% foram inundações e 6% crises hídricas. O impacto desses eventos é agravado pela ocorrência simultânea de vários deles em um mesmo ano.

A professora Sonaira Silva, pesquisadora da UFAC, alerta para a gravidade da situação, descrevendo-a como um “colapso de vários eventos ao mesmo tempo com vários danos de grande proporção”. O estudo detalha que, em média, seis municípios acreanos foram afetados por ano por crises hídricas, incêndios ou inundações.

O documento, que ampliou a documentação sobre eventos extremos na região, destaca 24 decretos municipais e estaduais de calamidade ou emergência pública emitidos entre 1997 e 2023. As cidades de Rio Branco e Cruzeiro do Sul registraram 14 e 21 eventos extremos, respectivamente, indicando um evento a cada dois anos a partir de 2005.

O estudo conclui que o Acre pode ser um dos estados brasileiros mais impactados por eventos climáticos extremos e destaca a necessidade urgente de implementar ações de adaptação em todo o estado. Os dados servem como alerta para a Amazônia como um todo, enfatizando a importância de estudos semelhantes para todos os estados da região e do Brasil, diante da crescente urgência de adaptação aos extremos climáticos.

Via ac24horas.