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ECONOMIA

Atividade econômica tem queda de 0,06% em outubro, indicando desafios para a recuperação

Por Redação 20/12/2023 09:16 Atualizado em 20/12/2023 09:18
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Pelo terceiro mês consecutivo, a atividade econômica brasileira apresentou queda em outubro deste ano, conforme divulgado nesta quarta-feira (20) pelo Banco Central (BC). O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) registrou uma redução de 0,06% em outubro em relação ao mês anterior, de acordo com dados dessazonalizados (ajustados para o período).

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Em outubro, o IBC-Br atingiu 145,65 pontos. Na comparação com o mesmo mês de 2022, houve um crescimento de 1,54% (sem ajuste para o período, já que a comparação é entre meses iguais). No acumulado em 12 meses, o indicador também ficou positivo em 2,19%.

O comportamento recente do IBC-Br mostrou um aumento em junho e julho, seguido por uma retração em agosto e setembro.

Importância do IBC-Br e Relação com a Selic

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O IBC-Br é uma ferramenta crucial para avaliar a evolução da atividade econômica do país e auxilia o Banco Central nas decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic, atualmente fixada em 11,75% ao ano. Esse índice incorpora informações sobre o nível de atividade em setores essenciais da economia, como indústria, comércio, serviços e agropecuária, além do volume de impostos.

A taxa Selic é o principal instrumento do BC para atingir a meta de inflação. A sua manipulação visa controlar a demanda aquecida, o que impacta os preços devido ao encarecimento do crédito e estímulo à poupança. Taxas mais elevadas contribuem para a redução da inflação, mas podem dificultar a expansão econômica.

O recente comportamento dos preços levou o BC a cortar os juros pela quarta vez no semestre, em um ciclo que deve continuar com cortes de 0,5 ponto percentual nas próximas reuniões. O Copom, comitê responsável, não adiantou quando planeja parar de reduzir a Selic, indicando que isso dependerá do comportamento da inflação no primeiro semestre de 2024.

Comparação com o PIB e Perspectivas Futuras

O IBC-Br, divulgado mensalmente, difere da metodologia utilizada para medir o Produto Interno Bruto (PIB), o indicador oficial da economia brasileira. O próprio BC destaca que o IBC-Br “contribui para a elaboração de estratégia da política monetária” mas “não é exatamente uma prévia do PIB.”

O PIB, que é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país, teve um crescimento de 0,1% no terceiro trimestre de 2023 em comparação com o segundo trimestre. A alta acumulada entre janeiro e setembro foi de 3,2%, enquanto em 2022 o PIB do Brasil cresceu 2,9%, totalizando R$ 9,9 trilhões.

A persistência da queda na atividade econômica ressalta desafios para a recuperação e aponta para a necessidade de monitoramento contínuo por parte das autoridades econômicas.

via: Kleber Sampaio, Agência Brasil.

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