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Brasil deve utilizar a presidência do G20 para reforçar sua política externa

Por Redação 14/01/2024 16:18 Atualizado em 14/01/2024 16:18
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O Brasil está posicionando a presidência do G20, que assume este ano, como uma oportunidade crucial para projetar seus objetivos de política externa. Entre as prioridades estão a defesa da reforma do Fundo Monetário Internacional (FMI) e o estabelecimento do país como líder na luta contra as mudanças climáticas e na transição energética.

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O G20, reconhecido como o principal fórum global sobre finanças e economia, agora é uma prioridade máxima na agenda internacional do governo brasileiro. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destaca a importância da presidência do grupo, considerando-a uma das maiores responsabilidades internacionais do Brasil.

A coordenadora da relação da sociedade civil com a Trilha de Finanças do G20, Tatiana Berringer, ressalta que liderar o G20 permite ao Brasil uma projeção significativa de sua imagem e papel no cenário internacional. O G20 é um fórum vital para o debate multilateral sobre economia política, temas sociais e a transição climática.

O Brasil, presidindo o bloco pela primeira vez, sediará as reuniões do G20 a partir da quinta-feira (18), com aproximadamente 120 eventos ao longo do ano até a cúpula final em novembro, no Rio de Janeiro. O G20, inicialmente criado em 1999 para abordar crises financeiras globais, agora inclui as 19 maiores economias do mundo, a União Europeia e a União Africana.

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O Brasil definiu três prioridades durante sua presidência do G20: combate à fome, pobreza e desigualdade; desenvolvimento sustentável em suas três dimensões (econômica, social e ambiental); e a reforma da governança global.

Roberto Goulart Menezes, coordenador do Grupo de Reflexão sobre o G20 na Universidade de Brasília (UnB), destaca que, embora o Brasil possa projetar seus objetivos de política externa, há limitações impostas pelos compromissos anteriores e pelos próximos encontros do bloco.

O presidente Lula, em seu discurso na Assembleia Geral da ONU em 2023, defendeu a reforma do FMI e do Banco Mundial, destacando a representação desigual na direção dessas instituições. Menezes acredita que o Brasil deve pressionar por uma reforma nos bancos internacionais, em parceria com nações como China, Rússia, Índia e África do Sul.

Além disso, o Brasil busca liderar a discussão sobre a transição energética e facilitar o acesso aos recursos dos fundos climáticos globais. A presidência do G20 brasileira termina pouco antes do início da Conferência para Mudanças Climáticas da ONU de 2025.

A promoção da participação da sociedade civil no G20 é outra prioridade, com a realização de uma cúpula exclusiva para a sociedade civil organizada.

A presidência do G20 oferece ao Brasil uma plataforma única para influenciar a agenda global e fortalecer sua posição como protagonista nas questões mais prementes da política internacional.

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