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POLITICA

Carlos Bolsonaro é alvo de operação da PF que investiga espionagem ilegal

Por Redação 29/01/2024 07:34 Atualizado em 29/01/2024 07:34
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A Polícia Federal deu início nesta segunda-feira (29) a uma operação para investigar a atuação da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo Bolsonaro. Segundo informações obtidas pelo blog, um dos alvos dessa operação é Carlos Bolsonaro, segundo filho do ex-presidente e atual vereador do Rio de Janeiro pelo partido Republicanos.

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Mandados de busca e apreensão foram autorizados para a residência de Carlos Bolsonaro, bem como para a sede da Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Além disso, assessores ligados a ele também estão sob investigação.

A suspeita é de que os assessores de Carlos Bolsonaro, que estão entre os alvos da operação, solicitavam informações ao ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem.

Carlos Bolsonaro é vereador desde 2001 e está no seu sexto mandato consecutivo na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Ele foi apontado pelo ex-braço-direito de Jair Bolsonaro, Mauro Cid, como chefe do chamado “gabinete do ódio”, uma estrutura paralela montada no Palácio do Planalto com o propósito de atacar adversários e instituições, como o sistema eleitoral brasileiro.

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Até o momento da última atualização desta reportagem, o filho de Jair Bolsonaro não havia se pronunciado sobre a operação.

Na última quinta-feira (25), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes afirmou que o ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem, utilizou o órgão para realizar espionagem ilegal em favor da família do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Dentre as autoridades espionadas estavam a ex-deputada Joice Hasselmann, o ex-governador do Ceará e atual ministro da Educação, Camilo Santana (PT), e o ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia.

As investigações da PF indicam que a Abin teria sido “instrumentalizada” para monitorar ilegalmente uma série de autoridades e pessoas envolvidas em investigações, assim como adversários do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O uso impróprio da Abin teria ocorrido durante o período em que o órgão era chefiado por Alexandre Ramagem, aliado de Bolsonaro que atualmente ocupa o cargo de deputado federal pelo estado do Rio de Janeiro.

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