10 de junho de 2026

Estudo alarmante revela ameaça de extinção para 82% das espécies de árvores na mata atlântica

Estudo alarmante revela ameaça de extinção para 82% das espécies de árvores na mata atlântica

Um recente estudo conduzido por pesquisadores brasileiros e publicado na revista científica Science revela uma preocupante situação para as árvores da Mata Atlântica. Das cerca de 4.950 espécies arbóreas presentes no bioma, metade são endêmicas, exclusivas da região, e destas, surpreendentes 82% enfrentam algum grau de ameaça de extinção.

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Coordenado pelo professor de ecologia da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), Renato Lima, da Universidade de São Paulo (USP) em Piracicaba, o estudo destaca que o desmatamento é um dos principais fatores contribuintes para a perda significativa de populações arbóreas. A análise incluiu espécies como o Pau-Brasil, classificado como “criticamente em perigo” devido à perda de 84% da população selvagem.

Outras espécies emblemáticas, como a Araucária, Palmito-juçara e a Erva-mate, também enfrentam sérios riscos, com declínios superiores a 50%, classificando-as como “em perigo”. Alarmantemente, 13 espécies endêmicas, encontradas exclusivamente na Mata Atlântica, foram classificadas como possivelmente extintas, enquanto cinco espécies, anteriormente consideradas extintas, foram redescobertas.

O estudo categorizou as espécies com base em critérios como a diminuição do tamanho das populações ao longo das últimas três gerações. Resultados indicam que 65% de todas as espécies, incluindo aquelas que também ocorrem em outros biomas, estão ameaçadas de alguma forma.

Para combater essa crise, o pesquisador destaca a importância de preservar áreas críticas, muitas das quais estão em propriedades privadas. A conservação dos fragmentos remanescentes e a implementação de planos de ação para preservar os genes das espécies mais ameaçadas são fundamentais. A restauração florestal também é mencionada como uma medida a longo prazo para repor as populações perdidas.

Diante desses resultados preocupantes, a comunidade científica enfatiza a necessidade urgente de ações mais robustas e eficazes para reverter o cenário atual e proteger a rica biodiversidade da Mata Atlântica.

Via G1.