Início / Versão completa
Geral

Pesquisadora comenta sobre descoberta de novas espécies de parasitos em peixes no Acre e impactos na saúde e na economia

Por Redação 14/01/2024 15:21 Atualizado em 14/01/2024 15:21
Publicidade

Em uma recente pesquisa intitulada ‘Dactylogyridae (Platyhelminthes, Monogenea)’, realizada pela Universidade Estadual do Maranhão (Uema), em colaboração com o Laboratório de Helmintos Parasitos de Peixes do Instituto Oswaldo Cruz e Fiocruz, foram identificadas cinco novas espécies de parasitos em peixes no Brasil. As amostras foram coletadas tanto no Maranhão quanto no Acre, em especial no Rio Juruá.

Publicidade

A participação da professora Williane Maria de Oliveira Marins, do Instituto Federal do Acre (Ifac), que possui doutorado em Ciências e experiência na área, destaca a relevância da pesquisa, que se estende por pelo menos três anos. Em entrevista exclusiva ao ContilNet, a pesquisadora ressaltou a importância da descoberta na área de parasitologia e salientou que há uma carência de estudos sobre a parasitologia no Acre.

As cinco novas espécies de Cosmetocleithrum encontradas nos peixes, especificamente no Oxydoras niger, conhecido como “Cuiu Cuiu” na região do Juruá, são consideradas inéditas pela comunidade científica. A pesquisa detalha aspectos morfológicos únicos dessas espécies, caracterizando-as como novas.

Embora os parasitos descobertos não apresentem riscos à saúde humana, a pesquisadora faz um alerta sobre os impactos econômicos. Em casos de infestações significativas, principalmente em peixes cultivados, as perdas podem ser expressivas, chegando até 100% da produção. Portanto, mesmo sem potencial zoonótico, esses parasitos representam uma ameaça para a indústria pesqueira.

Publicidade

A pesquisa, que envolveu a necrópsia dos peixes para a coleta de amostras nas brânquias, revelou que os parasitos têm uma potencial alta taxa de multiplicação em ambientes de piscicultura, resultando em danos econômicos consideráveis.

A descoberta dessas novas espécies de parasitos no Rio Juruá, um importante afluente na região amazônica, destaca a necessidade de compreender a relação entre parasitos e peixes, sendo o rio um indicador de qualidade do ecossistema. A preservação do ambiente natural é crucial para a conservação da diversidade biológica e para garantir a segurança alimentar da população local.

Williane Marins encerra ressaltando a importância do trabalho para a parasitologia no Acre, evidenciando a riqueza de espécies na região e a contribuição da pesquisa para a preservação desse ecossistema. A compreensão dos parasitos é fundamental para sua gestão e para a manutenção do equilíbrio ecológico na Bacia Amazônica.

Via Contilnet.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.