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Gravação mostra Heleno propondo golpe em reunião com Bolsonaro; leia a transcrição do encontro

Por Redação 08/02/2024 14:50 Atualizado em 08/02/2024 14:51
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O general Augusto Heleno defendeu que o governo “virasse a mesa” antes das eleições de outubro 2022 para garantir um segundo mandato de Jair Bolsonaro (PL) a qualquer custo.

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A declaração aconteceu em reunião da alta cúpula do governo convocada pelo então presidente, em 5 de julho de 2022. A gravação do encontro foi obtida pela PF no âmbito da operação Tempus Veritatus, deflagrada nesta quinta 8, que investiga a tentativa de golpe de Estado no Brasil.

“Não vai ter revisão do VAR. Então, o que tiver que ser feito tem que ser feito antes das eleições. Se tiver que dar soco na mesa é antes das eleições. Se tiver que virar a mesa é antes das eleições“, afirmou o ministro do Gabinete de Segurança Institucional na reunião.

“Eu acho que as coisas têm que ser feitas antes das eleições. E vai chegar a um ponto que nós não vamos poder mais falar. Nós vamos ter que agir. Agir contra determinadas instituições e contra determinadas pessoas. Isso pra mim é muito claro“, completa Heleno na reunião com o ex-capitão.

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O trecho em questão foi transcrito na decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que autorizou a operação.

Além de Heleno, também estavam presentes os ministros Anderson Torres, Paulo Sérgio Nogueira, Mário Fernandes e Walter Braga Netto. Todos integram a lista de alvos de ações da PF desta quinta-feira.

A PF registra, ainda conforme a decisão de Moraes, que a gravação da reunião comprova a dinâmica da tentativa de um golpe de Estado. A corporação diz ainda que todos os envolvidos atuavam para “validar e amplificar a massiva desinformação e as narrativas fraudulentas sobre as eleições e a Justiça eleitoral”.

Ao todo, foram 33 mandados de busca e apreensão e quatro de prisão preventiva expedidos. Destes, três alvos já foram presos, entre eles está Filipe Martins, assessor direto de Bolsonaro. O ex-capitão também foi alvo de medidas restritivas, como a entrega de passaporte.

Por CartaCapital

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