Início / Versão completa
Justiça

MPAC recomenda que Hospital Geral de Feijó assegure aborto legal sem decisão judicial

Por Redação 08/02/2024 15:40 Atualizado em 08/02/2024 15:40
Publicidade

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da Promotoria de Justiça Criminal de Feijó, emitiu uma recomendação ao Hospital Geral de Feijó para que adote medidas de combate à violência obstétrica e que assegure o direito ao aborto legal.

Publicidade

A recomendação ocorre após a Unidade se negar a interromper a gravidez de feto anencéfalo.

O promotor de Justiça substituto Lucas Nonato ressalta os direitos fundamentais da mulher grávida previstos na Constituição Federal, além das hipóteses de abortamento lícito.

O aborto é permitido quando não há outro meio de salvar a vida da gestante, quando a gravidez é resultado de estupro e há consentimento da gestante, bem como nos casos de existência de feto anencefálico (sem cérebro), não sendo necessário a intervenção do MP, ordem judicial ou comunicação policial para ser realizado.

Publicidade

“A negativa de realização do aborto ou a imposição de requisitos não previstos em lei é considerada violência psicológica, configurando-se como violência institucional quando adotada por profissionais de saúde”, comenta.

O MPAC recomendou que o Hospital garanta a realização de procedimentos de interrupção da gestação em casos de aborto legal, independentemente da idade gestacional e peso fetal.

Foi estabelecido o prazo de dez dias úteis para a resposta do Hospital Geral de Feijó sobre o acatamento ou não da recomendação. Em caso de não resposta ou não acatamento, medidas judiciais e administrativas cabíveis serão adotadas.

Agência de Notícias do MPAC

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.