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Pesquisadores desenvolvem insulina oral para o tratamento de diabetes, prometendo maior conveniência e menos efeitos colaterais

Por Redação 23/02/2024 08:35 Atualizado em 23/02/2024 08:35
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Pesquisadores da Universidade de Sydney, na Austrália, anunciaram o desenvolvimento de uma insulina oral que poderia representar uma revolução no tratamento de pacientes com diabetes. Esta nova forma de administração do medicamento promete ser mais prática e potencialmente gerar menos efeitos colaterais, como a hipoglicemia, em comparação com a versão injetável.

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Testes preliminares em ratos, camundongos com diabetes e babuínos saudáveis já demonstraram resultados promissores, conforme publicado no periódico científico Nature. A expectativa dos pesquisadores é iniciar os testes em seres humanos a partir do próximo ano.

De acordo com especialistas consultados pela Agência Einstein, a nova insulina oral oferece vantagens sobre a forma injetável, pois entrega o hormônio diretamente no fígado, onde pode ser absorvido de maneira mais eficiente. Este método direcionado de administração pode reduzir os efeitos colaterais indesejados e tornar o tratamento mais eficaz.

O diabetes é uma doença crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, caracterizada por uma produção ineficiente ou pela resistência à ação da insulina, hormônio responsável por regular os níveis de glicose no sangue. No Brasil, dados da pesquisa Vigitel Brasil 2023 indicam que 10,2% da população é afetada pela doença.

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Até então, a administração oral da insulina não era viável devido à sua natureza proteica, que a tornava suscetível à digestão no estômago. No entanto, os pesquisadores desenvolveram nanopartículas capazes de resistir a esse processo, permitindo a absorção eficaz do hormônio.

Além de potencialmente reduzir o risco de hipoglicemia, a insulina oral pode melhorar a adesão ao tratamento, pois elimina a necessidade de injeções. Muitos pacientes evitam aplicar a insulina injetável fora de casa devido ao medo de hipoglicemia, além do incômodo das injeções e do monitoramento frequente da glicemia.

Embora promissora, a insulina oral ainda está em fase de desenvolvimento e deve levar algum tempo até estar amplamente disponível para os pacientes diabéticos. No entanto, este avanço representa uma esperança para uma abordagem mais conveniente e eficaz no tratamento do diabetes.

Fonte: CNN Brasil.

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