Início / Versão completa
ENTRETENIMENTO

Neurocientista afirma que avanços em neurotecnologia permitirão alterações no funcionamento mental e defende direito à privacidade

Por Redação 10/03/2024 11:01 Atualizado em 10/03/2024 11:02
Publicidade

Rafael Yuste, renomado neurobiólogo espanhol, é reconhecido como um dos principais neurocientistas da atualidade, cujas contribuições científicas o colocam como forte candidato ao principal prêmio científico mundial. Admirador de Santiago Ramón y Cajal, considerado o “pai da neurociência moderna”, Yuste é diretor do Centro de Neurotecnologia da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos.

Publicidade

Yuste é um dos idealizadores da Iniciativa Brain, lançada em 2014 pelo então presidente norte-americano Barack Obama, visando promover o desenvolvimento de técnicas e dispositivos para compreender o funcionamento da mente humana.

Em uma entrevista exclusiva à Agência Brasil, Yuste discutiu os avanços no desenvolvimento das neurotecnologias e defendeu a proteção dos dados obtidos por meio delas, propondo o direito à privacidade mental. Ele destacou que as neurotecnologias, que envolvem métodos e dispositivos para registrar ou modificar a atividade cerebral, têm sido utilizadas principalmente no ambiente clínico para tratamento de doenças neurológicas.

No entanto, Yuste ressaltou que o uso crescente das neurotecnologias suscita preocupações éticas e sociais. Ele é um dos fundadores da Fundação Neurorights, que propõe a inclusão dos chamados neurodireitos para proteger os indivíduos da possível má utilização das neurotecnologias.

Publicidade

Entre os neurodireitos propostos, destacam-se o direito à privacidade mental, à identidade pessoal, ao livre-arbítrio, ao acesso equitativo às neurotecnologias e à proteção contra discriminação. Yuste defende que cientistas e empresas do ramo façam um juramento semelhante ao de médicos, comprometendo-se a utilizar as neurotecnologias para beneficiar as pessoas.

A discussão sobre a regulamentação dos neurodireitos tem ganhado espaço em diferentes países, com propostas de emendas constitucionais para proteger a atividade cerebral. Yuste enfatiza a importância de equilibrar o desenvolvimento das neurotecnologias com a proteção dos direitos individuais.

Apesar dos desafios éticos e sociais, Yuste expressa otimismo em relação ao potencial das neurotecnologias para ajudar pacientes com transtornos neurológicos e neurodegenerativos, desde que seu uso seja ético e responsável.

Via Agência Brasil.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.