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Novo contraceptivo masculino prova ser um sucesso em estudo com ratos

Por Redação 28/05/2024 13:55 Atualizado em 28/05/2024 13:56
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Um novo tipo de contraceptivo masculino que não depende de hormônios mostrou sucesso preliminar em ratos. O medicamento é reversível e também provoca poucos efeitos colaterais, de acordo com a pesquisa publicada na Science.

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Os ensaios clínicos em humanos ainda estão um tanto distantes, mas nas experiências iniciais em roedores, a dose certa do medicamento consegue entrar na corrente sanguínea, atravessar os testículos e reduzir a hiperatividade dos espermatozoides.

O composto chama-se CDD-2807 e, de acordo com os pesquisadores norte-americanos liderados pelo Baylor College of Medicine, há um entusiasmo para continuar a estudá-lo.

Quando a equipe injetou CDD-2807 em cerca de uma dúzia de ratos diariamente, durante 21 dias, os ratos machos que receberam uma das dosagens não geraram ninhadas. Isso acontecia apesar de machos e fêmeas ainda viverem juntos e acasalarem. Depois que as drogas foram interrompidas, por cerca de 53 dias, os machos voltaram a gerar descendentes.

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Ao examinar os testículos dos ratos machos, os pesquisadores descobriram que aqueles que receberam a dose de CDD-2807 tinham uma contagem de espermatozóides mais baixa, menor motilidade espermática e menos espermatozóides hiperactivados em comparação com outros.

“Ficamos satisfeitos ao ver que os ratos não mostraram sinais de toxicidade do tratamento com CDD-2807, que o composto não se acumulou no cérebro e que o tratamento não alterou o tamanho dos testículos”, disse a patologista Courtney Sutton.

“É importante ressaltar que o efeito contraceptivo foi reversível. Após um período sem o composto CDD-2807, os camundongos recuperaram a motilidade e o número de espermatozoides e ficaram férteis novamente.”

Os pesquisadores descobriram a atividade retardadora do esperma do CDD-2807 em um banco de possíveis medicamentos. O composto destacou-se pela capacidade de inibir uma proteína chamada serina/treonina quinase 33 (STK33), que é enriquecida nos testículos de mamíferos.

Tanto em ratos como em humanos sem o gene STK33, que codifica a proteína STK33, estudos demonstraram que ocorrem defeitos nos espermatozoides que levam à infertilidade, embora não pareça haver outros problemas de saúde associados à variante.

“O STK33 é, portanto, considerado um alvo viável com preocupações mínimas de segurança para a contracepção nos homens”, explica o biólogo reprodutivo Martin Matzuk, que dirige o laboratório em Baylor.

Há décadas os cientistas têm discutido a possibilidade de uma forma masculina de controle da natalidade. As ideias vão desde aquecer os testículos com nanopartículas, até “desligar” o esperma com uma pílula. No entanto, embora alguns desses métodos mostrem sucesso em ratos, projetar um medicamento humano de ação prolongada, reversível e sem efeitos colaterais ainda é um desafio.

Os cientistas do Baylor College of Medicine estão tentando preencher essa lacuna, e seu candidato contraceptivo parece ser muito eficaz. A equipe agora quer testar sua “excelente sonda química” em primatas não humanos.

Por  Epoca Negócios:

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