16 de junho de 2026

Suspeita de matar namorado com brigadeirão envenenado por “motivação econômica”, diz delegado

Suspeita de matar namorado com brigadeirão envenenado por “motivação econômica”, diz delegado

De acordo com informações da investigação conduzida pela 25ª DP (Engenho Novo), a suspeita Júlia Cathermol teria assassinado o empresário Luiz Marcelo Ormond devido a uma “motivação econômica”.

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Segundo relatos do delegado Marcos Buss, Júlia não teria reagido bem à notícia de que seu namorado havia desistido de formalizar a união estável entre eles. A suspeita agora está foragida da Justiça.

“A motivação econômica é evidente. Temos indícios de que Júlia estava em processo de formalização de uma união estável com a vítima. Contudo, em certo momento, percebe-se que a vítima desistiu da formalização”, explicou Buss.

“Isso fortalece a hipótese de homicídio, não latrocínio, pois o plano inicial parece ser eliminar a vítima após a formalização da união estável”, acrescentou o delegado.

O corpo de Luiz Marcelo foi encontrado em seu apartamento no Engenho Novo, na Zona Norte do Rio, em 20 de maio. A investigação aponta que ele teria sido morto por Júlia ao ingerir um brigadeirão envenenado.

O relato da suspeita no depoimento indica uma atitude fria. Júlia afirmou que Luiz serviu seu café da manhã na segunda-feira de manhã, o que é contraditório com a necropsia, pois o empresário já estava morto.

“Este é um caso extremamente chocante pela evidente frieza. Ela permaneceu dentro do apartamento da vítima, com o cadáver, por aproximadamente 3 a 4 dias. Durante esse período, ela dormiu ao lado do cadáver, se alimentou e até desceu para a academia antes de retornar ao apartamento onde o corpo se encontrava”, detalhou o delegado.

“A linha de investigação aponta para um homicídio qualificado, qualificado pela torpeza, já que tirou a vida da vítima para obter seus bens, além do uso de veneno”, concluiu Buss.

Outra possível participante no crime é uma mulher chamada Suyany Breschak, que se identifica como cigana. Segundo a polícia, ela pode ter colaborado com Júlia no planejamento da morte de Luiz Marcelo.

Suyany relatou que realizava rituais espirituais para Júlia, que lhe devia cerca de R$ 600 mil pelos serviços prestados. Ela afirmou que Luiz sabia que Júlia era garota de programa, pois foi assim que a conheceu.

Em seu depoimento, Suyany disse que Júlia admitiu ter colocado 50 comprimidos moídos em um brigadeirão e dado para Luiz Marcelo comer.

A suspeita também confessou ter recebido o carro de Luiz Marcelo das mãos de Júlia como pagamento de parte da dívida. O veículo foi levado até Araruama, na Região dos Lagos, juntamente com vários pertences da vítima, como um computador.

O advogado de Suyany, Cleison Rocha, defende a inocência de sua cliente, afirmando que ela é acusada injustamente.

O Disque Denúncia divulgou um cartaz na quarta-feira (29) para colaborar com a investigação e ajudar na localização e prisão de Júlia Andrade Cathermol Pimenta.

Via G1.