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Médicos retiram ‘feto parasita’ de 18 cm de crânio de bebê de 1 ano

Por Redação 27/06/2024 16:12 Atualizado em 27/06/2024 16:12
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Cabeça da bebê ainda com o feto dentro, após a anestesia para a cirurgia, e tomografia computadorizada da cabeça da criança. — Foto: American Journal of Case Reports

Uma bebê chinesa de um ano foi internada no hospital por causa de sua incapacidade de ficar em pé e do aumento do perímetro da cabeça. A condição, que poderia ser simplesmente um tumor, na realidade se revelou um problema raro: um outro feto dentro do crânio.

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Conhecido como fetus in fetu ou feto parasita, a condição é uma malformação rara que normalmente ocorre no retroperitônio (região posterior do abdômen). Apesar de ser mais incomum, também pode acontecer em locais como crânio, sacro e boca.

No caso relatado na revista científica American Journal of Case Reports, o feto retirado da cabeça da bebê tinha 18 centímetros e já tinha desenvolvido braços, olhos e cabelo.

A menina não resistiu à cirurgia e faleceu 12 dias após o procedimento.

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Histórico do caso

Na 33ª semana de gestação, durante um check-up pré-natal de rotina, foi identificado que o perímetro cefálico do feto estava maior do que o esperado para o período.

Devido à incapacidade de determinar qual seria o problema por meio de ressonâncias magnéticas, foi realizado um parto com 37 semanas. Ao nascer, a cabeça do bebê era maior do que a de um bebê com a mesma idade.

Ao longo de ser desenvolvimento, apesar de não apresentar sintomas como náusea ou vômito, a criança só conseguia levanter ligeiramente a cabeça. Era incapaz de se sentar ou caminhar e só conseguia pronunciar a palavra “mãe”.

Uma tomografia computadorizada de crânio revelou tecidos moles e ossos semelhantes a um membro na área intracraniana.

Os médicos acreditaram que poderia se tratar de um grande tumor por conta das defesas produzidas pelo corpo da menina ao redor do feto.

Foi realizada uma cirurgia para a retirada do feto. A paciente ficou inconsciente após a cirurgia e teve convulsões difíceis de serem controladas. A criança faleceu 12 dias após o procedimento.

POR G1
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