Início / Versão completa
Cotidiano

Dia Mundial contra Hepatites Virais reforça importância da prevenção e tratamento

Por Redação 28/07/2024 10:54 Atualizado em 28/07/2024 10:54
Publicidade

Neste domingo, 28 de julho, celebra-se o Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais. A data destaca a importância da prevenção dessas inflamações que afetam o fígado, órgão essencial na desintoxicação do organismo. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece vacinas gratuitas para hepatites A e B, além de diagnóstico e tratamento para as formas A, B, C, D e E da doença.

Publicidade

As hepatites virais mais comuns no Brasil são causadas pelos vírus A, B e C, enquanto as hepatites D e E são menos frequentes. A hepatite D é mais comum na Região Norte, e a hepatite E, mais prevalente na África e Ásia, é rara no Brasil.

Dados do Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais do Ministério da Saúde mostram que, entre 2020 e 2023, foram notificados 785.571 casos confirmados de hepatites virais no Brasil. Destes, 171.255 casos são de hepatite A, 289.029 de hepatite B, 318.916 de hepatite C, 4.525 de hepatite D e 1.846 de hepatite E.

A Região Nordeste concentra a maior proporção de infecções pelo vírus A (29,7%), enquanto a Região Sudeste lidera em casos de vírus B e C, com 34,1% e 58,1%, respectivamente. A Região Sul tem 31,2% dos casos de hepatite B e 27,1% de hepatite C. A Região Norte acumula 72,5% dos casos de hepatite D.

Publicidade

Sintomas e diagnóstico

A médica infectologista Sílvia Fonseca explicou à Agência Brasil que as hepatites virais frequentemente são assintomáticas até atingirem um estágio crônico ou apresentarem complicações. Quando presentes, os sintomas podem incluir cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.

A doença pode se tornar crônica, com o vírus permanecendo no fígado até o órgão perder sua função, potencialmente causando cirrose e câncer de fígado. Sílvia enfatizou a importância dos exames para detecção da hepatite, todos disponíveis no SUS, assim como as vacinas para hepatites A e B.

Hepatite A

Transmitida principalmente pela via fecal-oral, a hepatite A está associada à falta de saneamento básico e higiene pessoal inadequada. Sintomas podem incluir fadiga, mal-estar, febre, dores musculares, enjoo, vômitos, dor abdominal, constipação ou diarreia, e icterícia. A prevenção inclui medidas de higiene e a vacina oferecida pelo SUS.

Hepatite B e C

As hepatites B e C são transmitidas por contato sexual sem preservativo e pelo uso de objetos contaminados como agulhas e seringas. A hepatite B pode ser aguda ou crônica e, embora não tenha cura, seu tratamento no SUS pode prevenir a progressão para cirrose e câncer hepático. A hepatite C, que também pode ser aguda ou crônica, não possui vacina, mas tem tratamento eficaz disponível no SUS.

Hepatite D

A hepatite D, ou Delta, é a forma mais grave da doença, com progressão rápida para cirrose. É transmitida por relações sexuais sem preservativo e pelo compartilhamento de seringas, agulhas e outros objetos contaminados. O tratamento visa controlar o dano hepático, e a prevenção inclui vacinação e práticas seguras.

Hepatite E

Com baixa incidência no Brasil, a hepatite E é transmitida pela via fecal-oral e é geralmente autolimitada. É mais perigosa para gestantes e, como a hepatite A, não possui tratamento específico, sendo a prevenção focada na higiene e no saneamento básico.

Sílvia ressaltou que o SUS está capacitado para diagnosticar, tratar e prevenir as hepatites virais, oferecendo vacinas, exames e tratamento gratuito para a população.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.