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POLICIAL

PF investiga ex-prefeito de Caxias por falsificação de carteira de vacinação de Bolsonaro

Por Redação 04/07/2024 08:37 Atualizado em 04/07/2024 08:37
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Washington Reis e Célia Serrano — Foto: Reprodução

Nesta quinta-feira (4), o secretário estadual de Transportes e ex-prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis (MDB), e a secretária de Saúde local, Célia Serrano, estão na mira da Polícia Federal (PF) na 2ª fase da Operação Venire. A investigação se concentra na suposta fraude nos cartões de vacinação da família do ex-presidente Jair Bolsonaro em 2022.

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Os registros do Ministério da Saúde indicam que duas doses de vacinas contra a Covid-19 foram aplicadas em Bolsonaro, apesar de suas negativas públicas. Essa alegada falsificação teria como objetivo viabilizar a entrada nos Estados Unidos, contornando as exigências de vacinação obrigatória. O ex-presidente viajou aos EUA no fim de seu mandato em dezembro de 2022.

Os mandados de busca e apreensão, autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), visam identificar novos beneficiários do esquema fraudulento. Washington Reis foi flagrado em sua residência em Xerém, Duque de Caxias, durante a operação.

Após a ação, Reis afirmou que já esperava ser alvo da PF e negou qualquer envolvimento em irregularidades durante a vacinação na cidade. O Governo do Estado do Rio de Janeiro declarou que a operação visa exclusivamente obter cartões de vacinação relacionados a Duque de Caxias em 2022, sem implicar o governo estadual ou comprometer a conduta de Washington Reis.

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Segundo a PF, os dados falsos da vacinação de Bolsonaro foram inseridos no sistema em 21 de dezembro de 2022 e posteriormente removidos, alegadamente por erro. Entretanto, registros indicam que um computador no Palácio do Planalto acessou o sistema ConecteSUS em 27 de dezembro para gerar certificados de vacinação.

Na época, Bolsonaro afirmou não ter tomado vacina e negou adulterações em seus registros de saúde. A 1ª fase da Operação Venire, iniciada em maio do ano anterior, também teve como alvos Jair Bolsonaro e outros indivíduos ligados ao seu círculo próximo, acusados de adulterar cartões de vacina de diversas personalidades.

A operação recebeu o nome “Venire”, em referência ao princípio jurídico “Venire contra factum proprium”, que proíbe comportamentos contraditórios de uma pessoa.

A investigação continua em andamento para esclarecer os detalhes e implicados no caso.

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