Início / Versão completa
Justiça

Tribunal de Justiça do Acre concede prisão domiciliar a policiais acusados pela morte da enfermeira

Por Redação 31/07/2024 15:25 Atualizado em 31/07/2024 15:25
Publicidade

A defesa de Cleonizio Marques Vilas Boas e Gleyson Costa de Souza, acusados pela morte da enfermeira Géssica Melo de Oliveira, de 32 anos, conseguiu reverter a decisão da Vara Criminal da Comarca de Senador Guiomard, que havia levado os policiais à prisão preventiva. Em um novo desdobramento do caso, a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre substituiu, por dois votos a um, a decisão anterior pela prisão domiciliar.

Publicidade

O Caso

Géssica Melo de Oliveira foi morta em 2 de dezembro de 2023, após furar um bloqueio policial em Capixaba. Ela foi seguida por uma viatura da Polícia Militar até Senador Guiomard, na BR-317, onde foi baleada e morreu. Após a morte, a polícia divulgou ter encontrado uma pistola 9 milímetros, de uso restrito das forças armadas, próxima ao local do acidente. A família da vítima negou que a arma pertencesse a Géssica e, durante as investigações, foi comprovado que a arma não era dela e nem possuía seu DNA.

Defesa e Argumentação

A defesa dos policiais considerou ilegais as razões que levaram à prisão preventiva. O advogado Wellington Silva destacou que a decisão desrespeitava um habeas corpus concedido por instância superior e se baseava apenas no crime analisado, sem fatos novos. “Por entender que tal decisão é totalmente ilegal e contraria diretamente preceitos primários de nosso ordenamento, não se vislumbrou outra saída, senão a impetração do presente remédio constitucional em favor dos pacientes”, argumentou a defesa.

Decisão da Câmara Criminal

No julgamento do pedido de habeas corpus, os desembargadores Denise Bonfim e Francisco Djalma votaram pela concessão da prisão domiciliar, enquanto Élcio Mendes divergiu. A decisão foi emitida nesta terça-feira (30). Os policiais foram denunciados por homicídio duplamente qualificado e fraude processual. Segundo o Ministério Público, a qualificadora foi a morte por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima.

Publicidade

Denúncia e Indiciamento

Os militares foram indiciados pela Polícia Civil no dia 17 de junho, após sete meses de investigação, por homicídio qualificado na forma tentada e consumada, e fraude processual. As investigações revelaram que a arma encontrada no local foi implantada próximo ao carro da enfermeira pelo sargento Cleonizio Vilas Boas, o que levou o MP-AC a denunciar o PM por porte ilegal de arma.

Detalhes do Indiciamento

O advogado da família da enfermeira, Walisson dos Reis Pereira, criticou duramente a conduta dos policiais. “Eles plantaram aquela arma no local do crime para acusar e justificar a conduta criminosa de matar a enfermeira, mãe de três filhos, de 3, 6 e 9 anos, que nunca mais terão o carinho da mãe. É um absurdo que policiais militares usem o aparato do Estado para matar pessoas”, pontuou.

 

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.