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Médico denuncia preconceito contra filho autista em academia de jiu-jitsu em Rio Branco

Por Redação 08/08/2024 16:46 Atualizado em 08/08/2024 16:46
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Pedro Mariano é pai de uma criança autista de 9 anos, e disse que menino foi impedido de continuar fazendo aulas de jiu-jitsu no Acre — Foto: Arquivo pessoal

O médico Pedro Mariano denunciou nas redes sociais um episódio de preconceito envolvendo seu filho de 9 anos, autista, durante uma aula de jiu-jitsu na academia Evolution Sport Center, em Rio Branco. Segundo Pedro, o professor da modalidade, José Roberto, comunicou que a criança não poderia mais frequentar as aulas após a segunda sessão da semana, alegando que o menino estava “causando medo nas outras crianças”.

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Pedro relatou que, ao levar seu filho para o treino das 16h20, percebeu imediatamente a falta de acolhimento. “Meu filho fica eufórico no início e leva alguns minutos para se regular, mas não é agressivo. No entanto, ao entrar no tatame e correr rindo, ele foi ignorado pelas outras crianças. Logo o professor me chamou e pediu para que saíssemos, dizendo que as crianças estavam com medo”, descreveu ao G1.

O pai ficou profundamente abalado com a situação e, ao sair da academia, se sentiu frágil e deprimido. “Meu filho olhou para mim com um olhar de ‘o que está acontecendo, papai?’. Ele não fala muito, então levei-o para casa, onde ele não quis sair do carro. Tentei confortá-lo e disse que ele não deveria abaixar a cabeça para quem o tratasse mal. Ele começou a chorar, e eu rezei pedindo força a Deus”, contou.

Pedro explicou que decidiu desabafar nas redes sociais após a crise que seu filho enfrentou. “Postei um vídeo de dias anteriores, onde ele estava feliz com seu patinete. Após o incidente, ele entrou em crise e foi difícil acalmá-lo. Nunca havia me exposto assim, mas senti que não tinha outra alternativa. A questão não é só com meu filho, mas com todas as crianças e adultos com espectros diferentes e transtornos mentais”, afirmou.

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O médico enfatizou a longa batalha que enfrentam desde o diagnóstico de Síndrome de West, uma forma grave de epilepsia infantil, e as terapias contínuas que seu filho tem recebido. “São muitos anos de luta e preconceito, mas sempre fui forte. No entanto, chega um momento em que não conseguimos mais suportar”, concluiu, emocionado.

O Transtorno do Espectro Autista (TEA), segundo o Ministério da Saúde, é um distúrbio de neurodesenvolvimento caracterizado por desenvolvimento atípico, déficits na comunicação e interação social, além de comportamentos repetitivos. O diagnóstico é feito através de observações clínicas e entrevistas com os pais.

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