29 de junho de 2026

Soldado da PM salva recém-nascida de engasgo em Rio Branco

Soldado da PM salva recém-nascida de engasgo em Rio Branco
Policial militar salva bebê de engasgo no Acre — Foto: Arquivo pessoal
Policial militar salva bebê de engasgo no Acre — Foto: Arquivo pessoal

A soldado Raiane Gomes, do 1º Batalhão de Polícia Militar (PM-AC), protagonizou um ato heroico na madrugada desta segunda-feira (12), em Rio Branco, ao salvar uma recém-nascida de apenas 6 dias que estava engasgada com leite materno. Raiane, que também é enfermeira, mas não exerce a profissão, utilizou a manobra de Heimlich, uma técnica essencial para desengasgar bebês, crianças e adultos.

Raiane estava em patrulhamento na Rua 24 de Janeiro, no bairro Seis de Agosto, próximo à Ponte Metálica, quando avistou um carro vindo na contramão. De repente, um homem saiu do veículo correndo em direção aos policiais, visivelmente desesperado.

- Publicidade -

“O pai estava desesperado, dizendo que seu bebê estava engasgado com leite materno. Em seguida, a mãe saiu do carro com a criança nos braços. Percebi a gravidade da situação e corri em direção a ela para pegar a bebê. Fiz a manobra de Heimlich, e logo a bebê voltou a respirar e ficou mais ativa”, relatou a soldado.

Os pais, que são naturais de Minas Gerais, estavam perdidos em Rio Branco e não conheciam a capital do Acre. “O pai disse que foi Deus que mostrou o giroflex da viatura, porque foi ali que ele viu que o socorro estava próximo”, compartilhou Raiane.

Após o salvamento, Raiane orientou o casal a levar a recém-nascida à maternidade para que um médico a avaliasse. Devido à urgência da situação, a policial não pediu a identificação dos pais, permitindo que eles seguissem rapidamente para o hospital.

Raiane comentou sobre a importância do controle emocional em situações como essa, um ensinamento que recebeu durante o curso de formação da Polícia Militar. “É sempre gratificante salvar alguém, e no curso de formação da PM aprendemos a lidar com nossas emoções. Em momentos de tensão, como aquele, precisamos de muito controle emocional para ajudar. Ver o pai chorando, a mãe desesperada, é difícil. Não sou mãe, mas sou tia, e não consigo imaginar a dor de uma perda como essa. O sentimento é de pura gratidão, porque Deus planejou tudo para estarmos no lugar certo e na hora certa”, concluiu emocionada.