Início / Versão completa
Justiça

Vereador tem pena reduzida por corrupção passiva no Acre

Por Redação 07/08/2024 14:49 Atualizado em 07/08/2024 14:49
Publicidade
Presidente da Câmara de Epitaciolândia foi afastado após denúncia de corrupção passiva no AC — Foto: Arquivo/Câmara de Epitaciolândia

O vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de Epitaciolândia, no Acre, Diojino Guimarães da Silva, teve sua condenação por corrupção passiva reduzida pela Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre. A sentença original, de sete anos de reclusão em regime semiaberto, foi diminuída para quatro anos e seis meses, além de 96 dias-multa.

Publicidade

Silva foi afastado do cargo em 2023 após uma denúncia do Ministério Público do Acre (MP-AC). A decisão da Vara Única Criminal do município também determinou a perda de seu cargo público, embora ele possa recorrer em liberdade.

O advogado de defesa, Everaldo Pereira, classificou o processo como perseguição política, afirmando que as evidências apresentadas pelo MP não provam que Silva tenha cometido os crimes.

A juíza de Direito Joelma Ribeiro Nogueira, responsável pela sentença, afirmou que evidências documentais e testemunhais comprovam que Diojino solicitou e recebeu vantagem indevida no contexto de uma dispensa de licitação para conserto de um veículo do poder legislativo municipal, conforme descrito no artigo 317 do Código Penal.

Publicidade

Após a redução da pena, Pereira enfatizou que, apesar da decisão favorável, ainda pretende recorrer ao Supremo Tribunal de Justiça (STJ) para reverter toda a condenação. Segundo ele, houve uma falha de interpretação do MP, que afirmou não ter sido feita a dispensa de licitação, fato que é objeto de debate nos autos.

Investigação

As investigações do MP-AC apontaram que, em junho de 2021, Silva encaminhou um veículo da Câmara para conserto em uma oficina por meio de dispensa de licitação. O proprietário da oficina emitiu uma ordem de serviço no valor de R$ 19.368,38. Durante o pagamento, o então presidente adiantou R$ 7 mil em espécie.

Foi constatado que o vereador solicitou que a nota fiscal fosse emitida com um valor superior ao real, resultando em um total de R$ 22.157,38, ou seja, R$ 2.789,00 a mais que o valor original do serviço. Após receber o pagamento da Câmara Municipal, a empresa devolveu o valor do adiantamento ao vereador e depositou mais R$ 4 mil em sua conta pessoal.

O MP-AC destacou que a defesa de Diojino alegou perseguição política, mas a testemunha Alberoni, proprietário da empresa e sem laços com a oposição política do vereador, apresentou uma acusação consistente com os eventos descritos.

Afastamento

De acordo com a denúncia do promotor de Justiça Thiago Marques Salomão, o vereador teria solicitado e recebido vantagem indevida no exercício de sua função pública. O MP-AC solicitou o afastamento de Silva do cargo de presidente da Câmara Municipal de Epitaciolândia e sua proibição de ocupar qualquer cargo de direção ou coordenação no parlamento.

Em julho, a juíza Joelma Ribeiro Nogueira decidiu pelo afastamento de Silva, impedindo-o de assumir qualquer cargo de direção ou coordenação na Câmara. No entanto, ele manteve suas funções como vereador. No dia 30 de janeiro deste ano, o desembargador Francisco Djalma manteve o afastamento, destacando que era necessário para evitar a utilização indevida do cargo pelo autor para alcançar seus objetivos ilícitos.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.