9 de julho de 2026

MPAC participa de audiência pública para discutir descredenciamento de clínica pelo plano de saúde Unimed

MPAC participa de audiência pública para discutir descredenciamento de clínica pelo plano de saúde Unimed

Na sexta-feira, 13 de setembro, o Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) participou de uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) para discutir o descredenciamento de uma clínica que atende crianças com deficiências pelo plano de saúde Unimed. Segundo as famílias, o descredenciamento compromete o tratamento desses pacientes.

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O MPAC já havia abordado o tema no início de setembro, quando se reuniu com as famílias dos pacientes e a direção da Unimed/AC. Na ocasião, o MPAC interveio para garantir a prorrogação do prazo de interrupção dos atendimentos pela clínica até 30 de setembro.

A audiência contou com a presença do coordenador adjunto do Grupo de Trabalho na Defesa dos Direitos das Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (GT-TEA), procurador de Justiça Francisco Maia Guedes; do promotor de Justiça Dayan Albuquerque, titular da 1ª Promotoria de Justiça Especializada de Defesa do Consumidor; e do promotor Ocimar Sales Júnior, da 1ª Promotoria de Justiça Especializada de Defesa da Saúde.

O procurador Francisco Maia Guedes enfatizou a importância de priorizar o atendimento de crianças e adolescentes com autismo e múltiplas deficiências, assegurando que o MPAC está comprometido em buscar uma solução para a situação. “Estou acompanhando a angústia das famílias e o Ministério Público está atento para resolver este problema”, destacou.

O promotor Dayan Albuquerque expressou sua preocupação com a ausência de representantes da Unimed na audiência. “Diante dessa ausência, determinei a instauração de um procedimento. Estamos tentando o diálogo, mas, sem a presença da Unimed, o procedimento foi iniciado e acionaremos o Núcleo de Apoio Técnico para avaliar se a estrutura da clínica pode atender às 600 pessoas que necessitam de tratamento”, explicou.

A neuropediatra Bruna Beyruth ressaltou a importância de terapias intensas e contínuas para a evolução dos pacientes neurodivergentes, enfatizando que o vínculo com os profissionais deve ser preservado, especialmente no caso de crianças autistas.

A audiência foi conduzida pelo presidente da Comissão de Saúde da Aleac, deputado Adailton Cruz, e contou com a presença das famílias dos pacientes, representantes da Defensoria Pública do Estado, do Instituto de Defesa do Consumidor (Procon/AC), da Secretaria de Estado de Saúde, além do senador Alan Rick e deputados estaduais.

Ao final da audiência, foi decidido que um documento contendo as demandas das famílias seria elaborado e assinado pelas autoridades presentes. Este documento servirá como base para uma recomendação do MPAC à Unimed/AC.