25 de junho de 2026

Procedimentos estéticos inadequados podem causar graves problemas oculares, alerta Conselho de Oftalmologia

Procedimentos estéticos inadequados podem causar graves problemas oculares, alerta Conselho de Oftalmologia
Imagem via Agência Brasil.

Procedimentos estéticos realizados por profissionais sem a devida qualificação podem levar a graves complicações oculares, incluindo problemas nos olhos e nas pálpebras, de acordo com um alerta do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO).

Entre os procedimentos que apresentam riscos, o CBO destaca o ultrassom microfocado, laser CO2, peeling com ácido tricloroacético (ATA) e peeling com fenol. Estes tratamentos, se realizados inadequadamente, podem causar queimaduras, danos à córnea e retina, e levar ao desenvolvimento de catarata e glaucoma.

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O conselho relatou casos em que a aplicação incorreta de ultrassom microfocado resultou em baixa visão, dor ocular, sensibilidade à luz e aumento da pressão intraocular, evoluindo para glaucoma secundário e catarata.

O CBO recomenda que qualquer sintoma ocular após um procedimento estético, como dor, fotofobia (sensibilidade excessiva à luz), fotopsias (sensação de pontos de luz no campo de visão) e hiperemia conjuntival (vermelhidão dos olhos), deve ser avaliado com urgência por um oftalmologista.

Para evitar complicações oculares, o CBO sugere que os pacientes sejam atendidos por profissionais devidamente treinados e certificados, com conhecimento da anatomia da área periorbital e práticas de segurança específicas. É importante verificar se o profissional possui certificações válidas, experiência adequada e está associado a sociedades médicas reconhecidas.

Os cuidados incluem:

  • Assegurar que os equipamentos utilizados estejam bem configurados e calibrados.
  • Evitar a aplicação de substâncias que causem desconforto ou danos à região dos olhos.
  • Elaborar um plano de tratamento personalizado para reduzir o risco de complicações.
  • Realizar uma avaliação oftalmológica prévia para identificar condições que possam ser agravadas pelo procedimento.

Procedimentos invasivos

A Lei do Ato Médico (Lei nº 12.842/13) estabelece que apenas médicos graduados podem realizar procedimentos estéticos invasivos. O não cumprimento dessa legislação pode expor o paciente a riscos, especialmente se o profissional não qualificado não souber lidar com complicações ou não tiver acesso a suporte adequado.

Em casos de urgência, como a perda de visão após o procedimento, é fundamental encaminhar o paciente a um oftalmologista para uma avaliação imediata. O especialista pode determinar a extensão dos danos e iniciar o tratamento necessário, que pode incluir medicamentos anti-inflamatórios ou intervenções cirúrgicas.

Debate

O tema da qualificação dos profissionais para procedimentos estéticos está em discussão na 68ª edição do Congresso Brasileiro de Oftalmologia, que ocorre entre os dias 4 e 7 de setembro em Brasília.

Via Agência Brasil.