17 de julho de 2026

Acre possui 15 lixões ativos, desafiando normas de saneamento

Acre possui 15 lixões ativos, desafiando normas de saneamento
Via G1 Acre.

De acordo com dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), o Acre enfrenta um sério problema ambiental e de saúde pública, com 15 lixões ainda ativos no estado. Esses locais continuam em operação, mesmo após o prazo para seu fechamento ter expirado em agosto de 2024, conforme estipulado pela Lei nº 14.026/2020. Esta lei, parte do Novo Marco Legal do Saneamento, estabelece a necessidade de substituir lixões por aterros sanitários adequados para o descarte de resíduos sólidos.

Em 2022, o SNIS registrou 299 lixões em atividade na região Norte do Brasil. Apesar de 13 anos desde a criação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que visava a eliminação desses locais, a situação no Acre e em outros estados da região ainda mostra pouca evolução. Do total de 46 milhões de toneladas de lixo geradas no Brasil, apenas 73,7% são corretamente destinadas a aterros sanitários. No Acre, uma parte significativa dos resíduos ainda é descartada de maneira inadequada, gerando riscos ambientais e à saúde da população.

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Os efeitos dos lixões são palpáveis em diversas cidades do Acre, onde esses locais a céu aberto expõem os moradores a doenças, poluição de rios e contaminação do solo. Além disso, o chorume gerado pelos resíduos, um líquido altamente poluente, contamina os lençóis freáticos, aumentando os riscos para as comunidades vizinhas.