Início / Versão completa
Justiça

Acusados pelo assassinato do jogador Thiago Oseas enfrentarão júri popular no Acre

Por Cris Menezes 25/10/2024 15:03
Publicidade
Thiago Oseas Tavares da Silva e a mãe Rosa Maria Vilas Boas da Silva; jovem foi morto no Acre — Foto: Arquivo pessoal

A Justiça do Acre decidiu que os acusados do assassinato de Thiago Oseas Tavares da Silva, jogador pernambucano de 18 anos, irão a júri popular pelo crime ocorrido em março deste ano. Andrey Borges Melo, Darcifran de Moraes Eduino Júnior e Kauã Cristyan Almeida Nascimento seguirão presos preventivamente por, pelo menos, mais 90 dias, aguardando o julgamento.

Publicidade

O caso é investigado como um crime relacionado à disputa entre facções criminosas. O jovem foi morto a tiros em 31 de março, no bairro Santa Inês, em Rio Branco, depois de postar uma foto com um gesto de “amor e paz”, associado ao Comando Vermelho, grupo rival da facção “Bonde dos Treze”, que controlava a área onde o crime ocorreu.

Thiago estava em uma festa de aniversário quando um grupo armado invadiu o local. Ele e outros convidados foram revistados, com os celulares vistoriados em busca de fotos que indicassem possível ligação com facções. Thiago, após ser identificado fazendo o gesto associado ao Comando Vermelho em uma foto, foi levado para outra rua e assassinado a tiros.

Rosa Maria Vilas Boas da Silva, mãe de Thiago, demonstrou profunda tristeza com a perda do filho, que sonhava em se tornar jogador profissional. Em entrevista à época, ela contou que o jogador sempre amou futebol e tinha treinado em clubes como Náutico, Santa Cruz e Sport, no Recife. Thiago havia chegado ao Acre duas semanas antes de sua morte para disputar o Campeonato Acreano Sub-20 pelo Santa Cruz-AC, e estava hospedado com outros jogadores.

Publicidade

“Para mim, a ficha ainda não caiu”, desabafou Rosa. Ela expressou o desejo de que o celular do filho seja recuperado para preservar as memórias de Thiago.

Ato de Extermínio e Denúncia do MP

A 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Rio Branco destacou que as provas, colhidas na audiência de instrução, reforçam a materialidade do crime e a participação dos réus, que preferiram permanecer em silêncio durante os depoimentos. O Ministério Público do Acre (MP-AC) apresentou a denúncia em abril, e a corte já a havia aceitado.

Os réus responderão por homicídio qualificado, constrangimento ilegal, corrupção de menores e organização criminosa. A data do júri ainda não foi definida.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.