Início / Versão completa
Justiça

Acusado de matar noiva com 33 facadas permanece calado durante audiência em Rio Branco

Por Cris Menezes 29/11/2024 16:06
Publicidade
Simey passou por audiência de instrução e deve ir a júri popular no Acre — Foto: Arquivo pessoal

O mecânico Simey Menezes Costa, acusado de matar a noiva Ketilly Soares de Souza, de 33 anos, com 33 facadas, participou de uma audiência de instrução na última terça-feira (26), na Cidade da Justiça, em Rio Branco. Durante o procedimento, ele optou por permanecer em silêncio, respondendo apenas que “permaneceria calado” às perguntas feitas pelo promotor.

Publicidade

A filha da vítima, Katheriny Lauany Soares, acompanhou a audiência e descreveu o momento como emocionalmente difícil. “Ele só chorava e não respondeu nenhuma pergunta. Descobrimos durante a audiência que ele deu 33 facadas na minha mãe, o que foi um choque para todos nós”, relatou.

Segundo Katheriny, a defesa tentou justificar o comportamento de Simey alegando problemas psicológicos. “A advogada dele afirmou que ele tinha transtornos mentais, mas o promotor rebateu dizendo que ele era plenamente consciente de seus atos, tanto que fugiu para Sena Madureira após o crime, queimou as roupas ensanguentadas e pediu ao pai para comprar roupas novas”, afirmou a jovem.

O promotor destacou que o réu era um homem trabalhador e tinha discernimento suficiente para planejar suas ações. “Ele não é doido”, afirmou o promotor durante a sessão.

Publicidade

Além de Katheriny, outras testemunhas, como a avó, a prima e uma amiga da família, prestaram depoimentos. O pai de Simey também foi ouvido e falou positivamente sobre Ketilly. “Ele chorou quando perguntaram se minha mãe era uma boa companheira e se ele se arrependia. Ele não respondeu”, contou Katheriny.

A causa do crime, segundo o relato na audiência, teria sido motivada por ciúmes.

A tentativa da defesa de conseguir um laudo para alegar insanidade mental foi negada pelo juiz, que determinou que Simey não apresentava condições que justificassem essa tese. O caso agora segue para julgamento em júri popular.

A filha da vítima comemorou a decisão e reafirmou a luta por justiça. “Estamos satisfeitos com o resultado da audiência até agora. O juiz foi firme e deixou claro que ele não tem problemas mentais”, disse.

Uma amiga da família lamentou a tragédia, destacando a brutalidade do crime. “Se ele teve coragem de matar a noiva que estava dormindo ao lado dele, o que mais ele é capaz de fazer?” questionou.

O Tribunal de Justiça do Acre informou que o próximo passo será a apresentação das alegações finais pela defesa em até cinco dias, antes de o juiz emitir a sentença definitiva sobre o encaminhamento do júri.

Com informações G1 Ac

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.