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POLITICA

Randolfe Rodrigues propõe fim do voto duplo ao Senado, desafiando estratégias eleitorais no Acre

Por Cris Menezes 25/12/2024 10:06 Atualizado em 25/12/2024 10:06
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O modelo de votação para o Senado, previsto na Constituição de 1988, está no centro de um novo debate político. Com mandatos de oito anos e eleições alternadas a cada quatro anos, o sistema permite a renovação de um terço ou dois terços das 81 cadeiras da Casa. No entanto, as chamadas “eleições em dobradinhas” para o Senado têm gerado críticas, com possíveis implicações para as chapas políticas do Acre em 2026.

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Em 2018, no estado, a chapa do então governador Gladson Cameli elegeu os senadores Sérgio Petecão (reeleito) e Márcio Bittar (em seu primeiro mandato). Agora, essa estratégia pode se repetir em 2026, com Cameli (PP) e Bittar (possivelmente pelo PL) concorrendo ao Senado, enquanto apoiam nomes como Alan Rick (UB) ou Mailza Assis (PP) para o governo. Pela oposição, Sérgio Petecão (PSD) e Jorge Viana (PT) podem formar outra dobradinha, buscando uma aliança com um candidato ao governo ainda não definido.

Proposta de Randolfe Rodrigues

O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo Lula no Senado, questiona o sistema atual e defende o fim do voto duplo para o Senado, no qual eleitores escolhem dois candidatos para o mesmo mandato. Pela proposta, cada eleitor passaria a votar em apenas um candidato, reduzindo a possibilidade de dobradinhas ideológicas.

“Em democracias modernas, como nos EUA e na Argentina, o princípio é ‘um homem, um voto’. Essa ideia de dois votos para o Senado é uma invenção brasileira”, declarou Randolfe, citando modelos de parlamentos bicamerais em outros países.

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A proposta gerou forte resistência na oposição, que acusou o senador de casuísmo, argumentando que a medida prejudicaria candidatos de direita nas eleições de 2026. Randolfe rebateu, dizendo que o projeto fortalece o voto de opinião e promove maior clareza ideológica no pleito.

Diante da controvérsia, Randolfe retirou o projeto, mas afirmou que pretende retomá-lo durante o debate da reforma eleitoral em 2025. “O Código Eleitoral é o ambiente ideal para discutir esse tema. Precisamos aperfeiçoar nossa democracia, e o debate sobre o voto único é essencial para isso”, concluiu.

Se aprovado, o projeto pode impactar diretamente estratégias eleitorais em estados como o Acre, onde as dobradinhas têm sido fundamentais para garantir a eleição de senadores aliados.

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