Início / Versão completa
MUNDO

‘Estou morrendo’: Pepe Mujica revela que câncer se espalhou para o fígado e rejeita novos tratamentos

Por Cris Menezes 09/01/2025 14:54 Atualizado em 09/01/2025 14:54
Publicidade

O ex-presidente uruguaio José “Pepe” Mujica revelou que o câncer originalmente diagnosticado no esôfago se espalhou.

Publicidade

— O câncer no esôfago está colonizando meu fígado. Não consigo pará-lo — afirmou. — Por quê? Porque sou um idoso e porque tenho duas doenças crônicas.

Em uma entrevista ao jornal Búsqueda, Mujica declarou:

— Não posso fazer nenhum tratamento bioquímico nem cirurgia porque meu corpo não aguenta — disse, acrescentando: — Estou morrendo. O que peço é que me deixem em paz. Que não me peçam mais entrevistas nem nada. Meu ciclo já terminou. Sinceramente, estou morrendo. E o guerreiro tem direito ao seu descanso.

Publicidade

Dessa forma, o líder do Movimento de Participação Popular (MPP) comentou sobre o futuro de seu espaço político após uma votação histórica nas últimas eleições, em que Yamandú Orsi saiu vitorioso. Mujica afirmou sentir-se “orgulhoso” e disse que isso lhe permite “partir tranquilo e agradecido”.

No entanto, destacou que se incomoda com o fato de “inventarem especulações” sobre ele poder desempenhar um papel importante no futuro governo, que tomará posse em 1º de março.

— No dia seguinte à vitória nas eleições, ele veio me ver pela manhã. Nunca mais falei com ele — disse Mujica sobre sua relação com o presidente eleito, afirmando: — Não tenho ideia, não pretendo saber de nada nem quero ver nada, porque o pior que existe é montar um governo.

Mujica e sua esposa Lucía com o presidente do Brasil, Lula Da Silva, em uma de suas últimas aparições — Foto: DANTE FERNANDEZ – AFP

Nessa mesma linha, Mujica se definiu como um “velho no final” que deseja “despedir-se de seus compatriotas e simpatizantes”.

— É fácil ter respeito por aqueles que pensam de forma parecida com a nossa, mas é preciso aprender que o fundamento da democracia é o respeito por quem pensa diferente. Por isso, a primeira categoria são meus compatriotas, e deles me despeço. Dou um abraço em todos — afirmou. — Em segundo lugar, despeço-me de meus companheiros e simpatizantes. Tudo o que quero agora é me despedir.

Em outra mensagem com tom político, declarou:

— Não há nada como a democracia. Quando jovem, eu não pensava assim, é verdade. Me enganei. Mas hoje luto por isso. Não é a sociedade perfeita, é a melhor possível.

Por La Nacion — Buenos Aires

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.