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Ifac integra projeto nacional que irá fomentar ações nas áreas de exatas para meninas e mulheres

Por Cris Menezes 18/02/2025 16:01 Atualizado em 18/02/2025 16:01
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O Instituto Federal do Acre (Ifac) está entre as instituições parceiras do projeto nacional “Meninas e mulheres criando ciência em Rede”, aprovado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), com orçamento de mais de R$ 1,2 milhão. A ação, que é coordenada pelo Instituto Federal de Goiás (IFG), conta ainda com parceria Instituto Federal da Paraíba e Universidade Estadual de Goiás.

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Junto ao Ifac, o projeto conta com a participação dos professores Mário Sérgio Lobão, do campus Rio Branco; Tatiane Loureiro, do campus Xapuri; e Gabriela Cunha, do campus Sena Madureira, que serão coordenadores locais da ação no Acre. “Nosso objetivo principal é o de promover ações de ensino, pesquisa e extensão nas áreas de ciências exatas, engenharias e computação para meninas e mulheres matriculadas em instituições de ensino, nos níveis da educação básica e superior, tendo ainda como foco motivar o ingresso, a formação e a permanência delas em cursos e ascensão profissional associadas a essas áreas”, destacou Sérgio Lobão.

Do total orçamentário aprovado, mais de R$ 1,1 milhão serão destinados para o pagamento de bolsas Iniciação Científica Júnior (ICJ), Iniciação Científica (IC), Apoio Técnico de nível superior (AT-NS) e Pós-doutorado Júnior (PDJ). As atividades do projeto têm previsão de até 36 meses.

Junto ao Ifac, os participantes vão contar com bolsas de ICJ, IC e AT-NS, que serão distribuídas nos campi Rio Branco, Xapuri e Sena Madureira, além de recursos para custeio das atividades. No Acre, as atividades vão abordar a temática da bioeconomia na Amazônia brasileira na formação de meninas e mulheres em parceria com os campi e escolas da rede pública do Estado.

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“Estamos muito felizes com a aprovação do nosso projeto financiado com recurso externo, oriundo de chamada nacional do CNPq, pois sabemos que não é nada fácil a concorrência nesses editais, sem contar o trabalho coletivo e em rede entre as quatro instituições, que uniram esforços para popularização e ampliação de acesso de meninas e mulheres na ciência, em especial nas áreas de Ciências Exatas, Engenharias e Computação (STEM). O Ifac receberá um aporte de mais de R$ 300 mil, que serão investidos em 45 bolsas destinadas a estudantes do Ensino Médio, seis bolsas para professores da Educação Básica e três bolsas para alunos de graduação Ifac. Além disso, teremos ainda adicionados R$ 30 mil em recurso para custeio”, explicou Mário Sérgio Lobão.

Para Tatiane Loureiro, “a aprovação do projeto é uma possibilidade de romper com o ciclo de diferentes tipos de violências, em que as oportunidades de trabalho  entre gêneros são ainda tão desiguais, sobretudo em carreiras nas áreas de ciência, tecnologia, engenharias e matemática. Nós, docentes do Ifac, iremos realizar diversos tipos de atividades para promover a igualdade de gênero, tais como discussões para entender o motivo de existir tal desigualdade de oportunidades entre homens e mulheres, e sobretudo desenhar estratégias para superar está realidade que atinge a sociedade. Mulheres possuem menor oportunidade de ascensão na carreira, pois precisam enfrentar jornada dupla, questões domésticas como o cuidado da casa e dos filhos, sendo que em muitos casos não contam com a participação de seus companheiros durante a divisão dessas responsabilidades. Já as meninas e adolescentes, diariamente, sofrem abusos sexuais e outros tipos de violência, por exemplo. Todos esses aspectos que serão abordados durante a execução do projeto”.

Gabriela Cunha, professora do campus Sena Madureira, reforça a importância do fortalecimento e divulgação da ciência, inovação e tecnologia junto às meninas e mulheres no âmbito da bioeconomia. “Este é um dos desafios locais na região em que o Ifac está inserido. Em um estado onde temos grande percentual de violência contra a mulher, empoderar este público em conhecimento é fundamental para o crescimento pessoal, profissional, cultural, social. Seja pelos conhecimentos teóricos adquiridos, pelas possibilidades práticas e de mudança de vida, especialmente no âmbito do empreendedorismo na crianção de novas soluções para as problemáticas regionais, fortalecendo a economia e agrgação de valor para a realidade local, ao termos mulheres empoderadas, vamos fortalecendo experiências, levando ciência e crescimento pessoal e profissional para o púbico feminino”.

(Com Informações: Mário Sérgio Lobão/Campus Rio Branco)

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