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Justiça

Alexandre de Moraes arquiva investigação sobre Bolsonaro no caso da fraude no cartão de vacina

Por Cris Menezes 28/03/2025 16:17 Atualizado em 28/03/2025 16:18
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O ex-presidente Jair Bolsonaro falou com a imprensa após se tornar réu por golpe de Estado — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivou nesta sexta-feira (28) a investigação contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e o deputado Gutemberg Reis sobre suposta fraude em certificados de vacinação contra a Covid-19.

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A decisão atende a um pedido do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que afirmou não haver provas suficientes para sustentar a denúncia feita pelo tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

Mauro Cid declarou em delação premiada que teria seguido ordens de Bolsonaro para falsificar registros de vacinação no sistema do Ministério da Saúde. No entanto, a Procuradoria-Geral da República (PGR) afirmou que, apesar da confirmação de dados falsos inseridos e posteriormente apagados do sistema, não há elementos que comprovem que Bolsonaro deu essa ordem diretamente.

A Polícia Federal (PF) chegou a indiciar Bolsonaro, Gutemberg Reis, Mauro Cid e mais 14 pessoas por associação criminosa e inserção de dados falsos no sistema federal. Entretanto, sem evidências concretas ligando Bolsonaro ao crime, a PGR optou por não apresentar denúncia.

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Mesmo com o arquivamento do caso, a delação de Mauro Cid segue válida e está sendo utilizada em outras investigações, como no processo que apura a tentativa de golpe de Estado, na qual Bolsonaro é réu.

Nos depoimentos, Cid afirmou que Bolsonaro teria pedido para falsificar não apenas seu próprio certificado de vacinação, mas também o da filha, Laura Bolsonaro.

A PGR destacou que não descarta a possibilidade de crime, mas reforçou que não há provas suficientes para sustentar uma acusação formal.

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