23 de junho de 2026

Bolsonaro admite que ato em Copacabana teve público abaixo do esperado

Bolsonaro admite que ato em Copacabana teve público abaixo do esperado

O ex-presidente Jair Bolsonaro liderou, na manhã deste domingo (16), um ato político em Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro, com o objetivo de pedir anistia para os envolvidos nos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. Apesar da expectativa de reunir 1 milhão de pessoas, a manifestação teve um público significativamente menor.

Segundo levantamento de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), o ato atingiu seu pico com 18,3 mil pessoas. Já a Polícia Militar divulgou, em suas redes sociais, uma estimativa de 400 mil participantes.

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Além de Bolsonaro, participaram do evento os governadores Cláudio Castro (RJ), Tarcísio de Freitas (SP), Jorginho Mello (SC) e Mauro Mendes (MT), além de políticos como Flávio Bolsonaro, Magno Malta e Valdemar Costa Neto. O pastor Silas Malafaia, coordenador da manifestação, também marcou presença.

Bolsonaro reconhece que ato “flopou”

Em seu discurso, Bolsonaro reconheceu que o público ficou abaixo do esperado. O ex-presidente afirmou que não imaginava que, um dia, precisaria lutar por anistia para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro.

“Eu jamais esperava um dia estar lutando por anistia de pessoas de bem, de pessoas que não cometeram nenhum ato de maldade, que não tinham intenção e nem poder pra fazer aquilo que estão sendo acusadas”, disse Bolsonaro.

Ele citou nomes de algumas das mulheres condenadas e questionou as acusações. “Quem foi a liderança dessas pessoas? Não tiveram. Foram atraídas para uma armadilha.”

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, criticou o governo Lula e alegou que os presos estariam sendo usados como instrumento político. “Esse governo que tá aí tem usado pessoas inocentes presas como forma de deixar a militância unida”, disse.

Já o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, defendeu a anistia e afirmou que os condenados receberam penas desproporcionais. “Nós vamos garantir que esse projeto seja pautado e seja aprovado. E quero ver quem vai ter coragem de se opor.”

O evento marcou mais um capítulo na mobilização da base bolsonarista, que busca pressionar pelo perdão aos envolvidos nos atos antidemocráticos. No entanto, o comparecimento abaixo do esperado sinaliza desafios para a mobilização da direita no país.