Início / Versão completa
Geral

Projeto de lei propõe aumento de penas para receptação de celulares roubados

Por Cris Menezes 29/03/2025 08:30 Atualizado em 29/03/2025 08:30
Publicidade

O governo federal encaminhará ao Congresso Nacional um projeto de lei que prevê o aumento das penas para crimes de receptação de celulares, dispositivos eletrônicos, cabos, fios e outros itens roubados. A proposta, elaborada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tem como objetivo endurecer as punições para aqueles que lucram com produtos provenientes de atividades criminosas.

Publicidade

O projeto também propõe a criação de um novo tipo penal: o furto qualificado, aplicado quando o crime é cometido sob encomenda para fins comerciais. Além disso, a comercialização irregular de sinal de TV por assinatura — conhecida como “gatonet” ou por meio de aparelhos piratas como o “TV box” — será equiparada à receptação qualificada.

Caso a proposta seja aprovada, a prática de furtar bens para revenda será classificada como crime grave, principalmente quando realizada de maneira sistemática, independentemente de o comércio ser legalizado ou não.

Segundo o texto, também estarão sujeitos a punição aqueles que adquirirem, transportarem, ocultarem, desmontarem, remontarem, venderem ou utilizarem, para benefício próprio ou de terceiros, qualquer bem relacionado a esses crimes.

Publicidade

As mudanças propostas elevam as penas mínimas e máximas para crimes de receptação em contexto comercial ou industrial, especificamente envolvendo celulares, cabos e equipamentos de telecomunicações:

As punições serão ainda mais rigorosas quando os itens roubados forem:

Outra mudança prevista no projeto trata da receptação entre familiares. Atualmente, quem adquire produtos roubados de parentes pode não ser punido, mas a nova legislação pretende eliminar essa lacuna.

Além disso, a comercialização ilegal de sinal de TV paga será enquadrada como receptação qualificada, visando combater a pirataria e a concorrência desleal. Atualmente, essa prática não pode ser tipificada como furto de energia elétrica, justificando a necessidade de um enquadramento específico.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) tem intensificado a fiscalização de equipamentos piratas. Desde 2023, mais de 1,6 milhão de dispositivos irregulares foram retirados do mercado, com valor estimado em R$ 253 milhões.

Caso aprovado, o projeto endurecerá o combate ao comércio ilegal e fortalecerá a repressão contra organizações criminosas que lucram com bens furtados e roubados.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.