26 março 2025

Rio Acre registra menor nível em 10 dias, mas ainda está acima da Cota de Transbordamento

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Foto: Jardel Angelim/Rede Amazônica.

O nível do Rio Acre, em Rio Branco, apresentou uma significativa redução de 21 centímetros, chegando a 14,28 metros às 9h deste domingo (23). Esse valor é o menor registrado nos últimos dez dias, com a maior cota deste ano de 15,88 metros sendo registrada em 17 de março.

Apesar da diminuição, o rio ainda permanece acima da cota de transbordo, que é de 14 metros. A Defesa Civil Municipal acredita que o nível continue a diminuir gradualmente e, se a tendência se mantiver, o Rio Acre deve sair da cota de transbordo até a segunda-feira (24).

No último boletim da Defesa Civil, foi informado que mais de 8,6 mil famílias foram diretamente afetadas pelas cheias, o que corresponde a 31.318 pessoas, e 171 famílias continuam abrigadas no Parque de Exposições Wildy Viana. Além disso, outras 598 famílias ficaram desalojadas, e 43 bairros da capital foram atingidos. A cheia também afetou 19 comunidades rurais, sendo três delas isoladas.

O coordenador da Defesa Civil de Rio Branco, tenente-coronel Cláudio Falcão, relatou que todos os municípios e afluentes do Rio Acre estão em processo de vazante, exceto a Aldeia dos Patos, localizada na divisa do Brasil com o Peru, onde o nível aumentou nas últimas 24 horas.

Foto: Jardel Angelim/Rede Amazônica.

Ele enfatizou que, historicamente, o Rio Acre não costuma transbordar mais de uma vez durante o mesmo inverno, o que traz certa tranquilidade à população. Porém, a redução no nível das águas não significa o fim da assistência às famílias afetadas. A Defesa Civil continuará monitorando a situação, realizando vistorias nas áreas atingidas e garantindo a limpeza das residências antes que as famílias possam retornar para casa. Kits de limpeza serão fornecidos aos abrigados e os protocolos de segurança precisam ser cumpridos antes que a saída dos abrigos seja autorizada.

A previsão é que as famílias desabrigadas permaneçam no abrigo até o final de março, com a Defesa Civil garantindo a segurança do processo de retorno, que só será permitido após a redução do nível do rio para menos de 10 metros acima da cota normal.

A situação de emergência foi decretada pelo prefeito Tião Bocalom no dia 14 de março, e o governador Gladson Cameli fez o mesmo no dia 10, em razão do aumento nos níveis dos rios Acre, Juruá, Purus e Envira.

Com informações do G1 Acre.

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