3 de junho de 2026

Acre está entre os estados com maior risco para Síndrome Respiratória Aguda Grave, aponta Fiocruz

Acre está entre os estados com maior risco para Síndrome Respiratória Aguda Grave, aponta Fiocruz

O Acre entrou para a lista dos estados com maior risco de avanço da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), conforme divulgado no mais recente boletim do InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A análise, que monitora a evolução de doenças respiratórias no Brasil, alerta para uma tendência de crescimento nos casos graves, com impacto principalmente entre crianças pequenas, idosos e pessoas com comorbidades. O estado está dentro do chamado “nível de alerta”, categoria usada quando há risco iminente de sobrecarga nos serviços de saúde.

A Síndrome Respiratória Aguda Grave é caracterizada por sintomas como febre, tosse, dificuldade para respirar e queda na saturação de oxigênio. Em muitos casos, ela é provocada por vírus como a Influenza (gripe), o vírus sincicial respiratório (VSR) e o próprio coronavírus (SARS-CoV-2), ainda em circulação mesmo após o fim da fase aguda da pandemia. No Acre, as internações por SRAG têm aumentado especialmente entre crianças de até quatro anos de idade, o que levanta um alerta para pais e responsáveis quanto à importância da vacinação e da busca por atendimento precoce.

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A Fiocruz destaca que a baixa cobertura vacinal contra a gripe e a Covid-19 contribui diretamente para o cenário atual. O Acre, assim como outros estados da Região Norte, enfrenta desafios históricos na logística de vacinação e na adesão da população às campanhas preventivas. Diante disso, as autoridades de saúde reforçam a orientação para que os grupos prioritários — crianças, idosos, gestantes, puérperas, imunossuprimidos e profissionais da saúde e educação — atualizem suas cadernetas de vacinação o quanto antes.

Outro fator de preocupação apontado no boletim é a mudança climática e o aumento de partículas poluentes no ar, que agravam os quadros respiratórios. Nas últimas semanas, o Acre tem registrado dias mais secos, com variações bruscas de temperatura, o que favorece a circulação de vírus respiratórios. Além disso, muitas pessoas ainda não adotaram medidas simples, como o uso de máscara em ambientes fechados ou o afastamento de locais públicos quando apresentam sintomas gripais — práticas que, embora não obrigatórias, continuam sendo recomendadas para proteger os mais vulneráveis.

As unidades de saúde do estado já estão em estado de alerta e têm reforçado o atendimento nas unidades básicas e nos hospitais de referência. Profissionais da área relatam aumento na procura por atendimentos de urgência relacionados a complicações respiratórias. Casos graves podem evoluir rapidamente para a necessidade de internação em unidades de terapia intensiva (UTIs), o que pressiona ainda mais o sistema de saúde estadual.

O Ministério da Saúde também acompanha de perto o avanço da SRAG nos estados da Região Norte e já anunciou medidas de reforço à campanha de vacinação contra a gripe, que seguirá até o fim de maio. A população pode se vacinar gratuitamente nas unidades de saúde de todo o estado. A recomendação é clara: não espere os sintomas aparecerem para agir. A prevenção, neste caso, é o melhor caminho.

Diante do cenário, a Fiocruz recomenda à população que mantenha atenção redobrada com a higiene das mãos, evite aglomerações em locais fechados e procure atendimento médico imediato ao surgimento dos primeiros sintomas de gripe ou dificuldade respiratória. O Acre, por estar em uma zona de risco elevado, precisa reforçar os cuidados para evitar o agravamento do quadro e a perda de vidas que poderiam ser poupadas com ações simples e eficazes.