Início / Versão completa
ACRE

Acusados pela morte de Géssica Melo, policiais irão a audiência que pode levá-los a júri popular

Por Cris Menezes 11/04/2025 15:13 Atualizado em 11/04/2025 15:13
Publicidade
Gleyson Costa de Souza e Cleonizio Marques Vilas Boas foram denunciados por homicídio duplamente qualificado e fraude processual — Foto: Arquivo/PM-AC

Os policiais militares Gleyson Costa de Souza e Cleonizio Marques Vilas Boas devem passar por audiência de instrução na próxima segunda-feira (14), conforme decisão do juiz Romário Divino Faria, da Comarca de Senador Guiomard, no interior do Acre. Eles são acusados de atirar contra a enfermeira Géssica Melo de Oliveira, de 32 anos, após ela furar um bloqueio policial no município de Capixaba, em 2 de dezembro de 2023. A enfermeira morreu no local.

Publicidade

Os dois agentes foram oficialmente denunciados e se tornaram réus em fevereiro deste ano. A audiência de instrução servirá para reunir depoimentos e provas que irão determinar se os acusados irão a júri popular pelo crime.

Durante a tramitação do processo, a Justiça rejeitou diversos pedidos feitos pela defesa dos policiais, entre eles a reprodução simulada dos fatos, apreensão das armas de fogo e documentos, e até a solicitação de informações sobre a saúde psicológica da vítima. O Ministério Público do Acre (MP-AC) se manifestou contra tais pedidos, considerando-os desnecessários e prejudiciais à imagem da vítima.

Os promotores Vanderlei Batista Cerqueira e Daisson Gomes Teles destacaram que os pedidos buscavam desviar o foco da investigação e promover a revitimização de Géssica, apontada como vítima no caso. O juiz acatou os argumentos do MP e destacou que eventuais dúvidas poderão ser esclarecidas durante a audiência de instrução.

Publicidade

O advogado da família da vítima, Walisson dos Reis Pereira, comemorou a decisão judicial e afirmou que tanto o Ministério Público quanto o juiz agiram para preservar a dignidade da enfermeira.

Relembre o caso

Géssica Melo foi morta no dia 2 de dezembro de 2023 após ser seguida por uma viatura da Polícia Militar. Segundo a versão inicial da PM, ela teria furado um bloqueio policial e estaria armada. Os policiais afirmaram ter encontrado uma pistola 9mm — de uso restrito das Forças Armadas — próximo ao local onde a enfermeira foi morta, na BR-317, já em Senador Guiomard.

A família contestou imediatamente a versão, afirmando que Géssica não portava arma. Durante a investigação, a perícia confirmou que a pistola não pertencia à vítima e que não havia vestígios de seu DNA na arma.

Gleyson Costa e Cleonizio Vilas Boas respondem pelos crimes de homicídio duplamente qualificado e fraude processual. Atualmente, ambos cumprem prisão domiciliar.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.