Início / Versão completa
MUNDO

China mantém confiança em alcançar meta de crescimento de 5% em 2025, apesar das tarifas de Trump

Por Cris Menezes 28/04/2025 09:31 Atualizado em 28/04/2025 09:31
Publicidade
Imagem ilustrativa de bandeiras da China e dos EUA – 20/03/2025 (Foto: REUTERS/Dado Ruvic)

Autoridades chinesas tentaram minimizar, nesta segunda-feira (28), as preocupações de que as tarifas impostas pelos Estados Unidos possam prejudicar os esforços de recuperação econômica do país, apesar das advertências de analistas sobre o risco de desaceleração.

Publicidade

A guerra comercial iniciada pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afetou os mercados financeiros e aumentou os temores de uma recessão global, especialmente devido ao impacto das tarifas nas cadeias de suprimentos e em diversos setores.

Zhao Chenxin, vice-diretor da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, órgão de planejamento estatal da China, afirmou estar “totalmente confiante” de que o país alcançará sua meta de crescimento econômico de aproximadamente 5% para 2025.

Zhao não divulgou novas medidas de apoio ou estímulos, mas afirmou que o governo chinês implementará novas políticas no segundo trimestre, conforme as condições econômicas. Ele destacou que as conquistas do primeiro trimestre já estabeleceram uma base sólida para o desenvolvimento ao longo do ano. “Independentemente das mudanças na situação internacional, manteremos o foco estratégico e continuaremos a trabalhar por nossos objetivos”, afirmou Zhao.

Publicidade

Essa garantia contrasta com as análises de especialistas, que alertam que a guerra comercial com os EUA terá impacto negativo sobre a economia da China. Recentemente, o FMI, o Goldman Sachs e o UBS reduziram suas previsões de crescimento para 2025 e 2026, citando os efeitos das tarifas de Trump. Nenhum desses organismos espera que a economia da China atinja a meta oficial de crescimento do governo.

Em abril, os Estados Unidos impuseram tarifas de 145% sobre a maioria dos produtos chineses, como parte do que foi chamado de “Dia da Libertação”, o que levou Pequim a retaliar com tarifas de 125% sobre as importações dos EUA, estabelecendo efetivamente um embargo comercial bilateral.

A guerra comercial acontece em um momento delicado para a economia chinesa, que enfrenta uma possível deflação, uma desaceleração na renda e uma crise imobiliária prolongada. Especialistas acreditam que o governo chinês poderá lançar novos estímulos monetários e fiscais nos próximos meses para sustentar o crescimento.

Além disso, o vice-presidente do Banco do Povo da China, Zou Lan, anunciou que o banco central realizará novos cortes nas taxas de juros e na taxa de compulsório, reafirmando o compromisso com a estabilidade do yuan.

Informações via CNN Brasil.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.