Início / Versão completa
MUNDO

EUA vão cobrar novas tarifas de navios chineses que atracarem em portos americanos

Por Cris Menezes 18/04/2025 09:18 Atualizado em 18/04/2025 09:18
Publicidade
Contêineres e navios de cargo no porto de Qingdao, na China • 09/05/2022 – China Daily via REUTERS.

O governo dos Estados Unidos anunciou que começará a cobrar tarifas de navios construídos ou operados por empresas chinesas que atracarem em portos do país. A medida, segundo autoridades americanas, visa estimular a indústria naval doméstica e reduzir a dependência da China no setor.

Publicidade

As novas taxas entrarão em vigor dentro de cerca de 180 dias, de forma gradual, e poderão aumentar nos próximos anos. O anúncio foi feito na quinta-feira (17) pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR).

A partir de 14 de outubro:

A medida é mais branda do que uma proposta anterior, apresentada em fevereiro, que sugeria tarifas de até US$ 1,5 milhão por escala de porto, o que gerou forte reação do setor de transporte marítimo.

“Navios e transporte marítimo são essenciais para a segurança econômica dos EUA. Essas ações começam a reverter o domínio chinês e mostram a demanda por navios fabricados aqui”, afirmou Jamieson Greer, representante comercial dos EUA.

A China criticou duramente a decisão. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lin Jian, disse que a medida “fracassará” e só prejudicará os próprios EUA.

“Essas tarifas aumentam os custos globais de transporte, causam instabilidade no setor e pressionam a inflação americana, além de afetarem negativamente consumidores e empresas dos EUA”, declarou Lin.

Pequim também afirmou que a medida não conseguirá reerguer a indústria naval americana.

As tarifas sobre navios ampliam ainda mais o clima de tensão entre as duas maiores economias do mundo. O presidente Donald Trump já impôs tarifas de até 145% sobre produtos chineses, e a China respondeu com impostos de 125% sobre produtos americanos.

Apesar do cenário, Trump sinalizou que quer evitar uma escalada sem controle nas tarifas e declarou estar disposto a negociar:

“Não quero que eles continuem subindo, chega uma hora em que as pessoas param de comprar”, disse o presidente na Casa Branca.

Tanto os EUA quanto a China indicaram abertura para negociações, mas Pequim ressaltou que qualquer acordo precisa ser baseado em respeito mútuo, reciprocidade e maior previsibilidade por parte do governo americano.

Com informações via CNN Brasil.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.