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BRASIL

Exames vão revelar se onça capturada em MS se alimentou de caseiro após ataque

Por Cris Menezes 27/04/2025 16:02 Atualizado em 27/04/2025 16:02
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Animal está com alto grau de desidratação e rins e fígado comprometidos. • Saul Schramm

A onça que atacou e matou o caseiro Jorge Ávalo, de 60 anos, em Mato Grosso do Sul, está passando por exames para confirmar se se alimentou da vítima. O animal foi capturado pela Polícia Militar Ambiental na última quinta-feira (24) e levado ao Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), em Campo Grande.

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O principal objetivo dos exames é detectar a presença de material genético do caseiro nas amostras biológicas da onça, como fezes. Caso seja identificado, será possível comprovar que o animal devorou partes do corpo de Jorge. Além disso, os exames também buscam identificar possíveis problemas de saúde que possam ter influenciado o comportamento da onça, que foi encontrada debilitada, desidratada e abaixo do peso.

Entenda o caso

Foto: Reprodução.

Jorge Ávalo foi atacado na segunda-feira (21), em uma região de mata conhecida como Touro Morto, localizada a cerca de 230 km de Campo Grande. Seu corpo foi localizado no dia seguinte, a aproximadamente 280 metros do rancho onde ele trabalhava. A investigação aponta que o corpo foi arrastado pela onça por mais de 50 metros.

As autoridades ressaltam que outros animais podem ter se alimentado do corpo antes da chegada da equipe de resgate, o que também será analisado durante as investigações.

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Comportamento do animal

O comportamento da onça também está sendo avaliado no CRAS. Segundo o pesquisador Diego Viana, do Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Conservação da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), ataques de onças a humanos são extremamente raros e, geralmente, ocorrem em situações de defesa, como proteção de filhotes ou presas abatidas, ou quando o animal está ferido.

Uma das hipóteses investigadas é a prática ilegal de “ceva” — oferta de alimento para atrair animais silvestres —, que pode ter contribuído para o ataque. As imagens de câmeras de segurança instaladas na fazenda foram encaminhadas para perícia e podem ajudar a esclarecer o que aconteceu antes do ataque.

A onça capturada não será devolvida à natureza. As condições físicas do animal e a gravidade do ataque impedirão que ele volte ao habitat natural. Ele continuará sob observação no CRAS.

Informações via CNN Brasil.

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