https://yaconews.com/2026/04/justica-do-acre-aplica-ia-pela-primeira-vez-e-determina-audiencia-presencial-em-sena-madureira/amp
Início / Versão completa
MUNDO

Freira amiga do Papa Francisco quebra protocolo durante velório e reforça legado de acolhimento

Por Queren Ramos 23/04/2025 19:53 Atualizado em 23/04/2025 19:56
Publicidade

Um momento de grande emoção marcou o velório do Papa Francisco nesta semana no Vaticano. A freira francesa Geneviève Jeanningros, de 82 anos, rompeu o protocolo estabelecido pelas autoridades da Basílica de São Pedro e se aproximou do caixão do pontífice para prestar sua última homenagem. Com lágrimas nos olhos e expressão serena, ela permaneceu por alguns minutos em oração silenciosa ao lado do corpo do Papa, com quem mantinha uma relação próxima e profunda.

Publicidade

Geneviève, conhecida por seu compromisso com os excluídos, é uma figura respeitada na Fraternidade das Irmãzinhas de Jesus. Ela comanda, em Roma, um projeto de acolhimento a pessoas transexuais e outras populações marginalizadas. Vivendo em uma simples caravana na região de Ostia, a religiosa dedica sua vida a levar dignidade, escuta e apoio aos que mais sofrem com o preconceito e a invisibilidade.

A amizade entre ela e Jorge Mario Bergoglio teve origem antes mesmo do papado. Um elo trágico e comovente uniu suas histórias: a tia de Geneviève, Léonie Duquet, também freira, foi sequestrada e morta pela ditadura militar argentina na década de 1970. Bergoglio, que vivenciou de perto os horrores do regime em seu país, jamais esqueceu o sofrimento das freiras francesas assassinadas. Esse passado em comum serviu de base para uma amizade baseada na compaixão e na missão compartilhada de servir aos mais necessitados.

Nos últimos anos, Geneviève foi responsável por levar grupos de pessoas transexuais para encontros com o Papa Francisco, que as recebeu com respeito e afeto. Essas audiências privadas foram consideradas por muitos como passos significativos na construção de uma Igreja mais aberta e inclusiva. Em 2024, um dos momentos mais marcantes dessa relação foi a visita do Papa a um parque de diversões em Ostia, organizada por Geneviève, como um gesto de alegria e proximidade com a comunidade que ela acompanha.

Publicidade

Sua presença no velório, mesmo antes da abertura ao público, foi autorizada em reconhecimento ao vínculo afetivo e espiritual que tinha com o pontífice. Ao se aproximar do caixão, mesmo em meio à segurança rigorosa da Guarda Suíça, nenhum obstáculo foi colocado, pois todos reconheciam a força do gesto.

O ato simples de Geneviève — ajoelhar-se diante do corpo de seu amigo e guia espiritual — tornou-se símbolo de continuidade do legado de Francisco: uma Igreja próxima dos pobres, dos marginalizados e dos esquecidos. Sua atitude sensibilizou quem estava presente e ganhou repercussão pelo mundo, destacando a importância do trabalho pastoral feito com amor, coragem e humildade.

Ao quebrar o protocolo, Geneviève Jeanningros não apenas se despediu de um amigo. Ela reafirmou publicamente o compromisso com o projeto de inclusão e misericórdia que o Papa Francisco tanto defendeu. Seu gesto emocionou, provocou reflexão e mostrou que, mesmo nos momentos de luto, a fé ativa e engajada pode ser uma poderosa mensagem de esperança.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.