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SENA MADUREIRA

Após carta aberta, ativista recebe resposta de diretora escolar e reforça que a luta é coletiva por educação inclusiva no Acre

Por Queren Ramos 22/05/2025 20:13 Atualizado em 23/05/2025 18:24
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Na sequência da repercussão provocada pela carta aberta publicada em 22 de maio, em que denunciava a falta de assistentes escolares para alunos com deficiência em Sena Madureira, o ativista Samoel Andrade — Diretor Nacional de Políticas Públicas da Rede Observatório BPC — veio a público nesta sexta-feira (24) atualizar os desdobramentos da situação.

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Segundo Samoel, a diretora da Escola Estadual Assis Vasconcelos Anexo, mencionada na primeira publicação, entrou em contato de forma respeitosa para prestar esclarecimentos e reafirmar o empenho da gestão escolar diante da crise. Em mensagem enviada diretamente ao ativista, a diretora afirmou que a escola cumpriu seu papel administrativo e que possui documentação que comprova o envio, por duas vezes, dos laudos e relatórios dos alunos com deficiência à Secretaria Estadual de Educação.

“Eu entendo o teu lado, o lado da tua família. Agora, dizer que a escola diz… eu tenho como provar que enviei a documentação, tá? […] Eu não tenho culpa se o núcleo da secretaria tá falhando, porque não sou eu que contrato assistente nem mediador. A minha função é só enviar a documentação, e eu tenho como provar que enviei”, disse a diretora.

Com maturidade e sensibilidade, Samoel acolheu a resposta da gestora e esclareceu que sua intenção nunca foi responsabilizar diretamente a escola ou sua equipe. Em sua nova manifestação pública, o ativista ressaltou que o problema é sistêmico, resultado da desarticulação entre diferentes níveis da gestão pública, e que a única saída viável é a união de esforços entre escolas, núcleos regionais, secretarias, famílias e sociedade civil.

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“Registro aqui minha gratidão pela resposta da diretora e reforço que nunca foi minha intenção responsabilizar diretamente a escola ou sua gestão, mas sim trazer à luz uma falha grave do sistema como um todo”, afirmou Samoel. “A luta é coletiva, e precisamos de união para garantir que nenhuma criança fique sem estudar.”

O caso veio à tona após a constatação de que, desde o início do ano letivo de 2025, pelo menos sete alunos seguem sem o apoio de assistentes escolares no município, entre eles a irmã de Samoel, Ana Vitória Silva, que está em casa há quase três meses sem frequentar as aulas. A situação provocou comoção e levantou um importante debate sobre o cumprimento das leis que garantem educação inclusiva no Brasil.

A nova declaração de Samoel reforça o compromisso com a verdade e com o diálogo aberto entre os diferentes atores envolvidos. Para ele, não se trata de atacar pessoas, mas de cobrar um sistema funcional, que proteja o direito à educação de crianças com deficiência. O ativista também reforça que seguirá acompanhando o caso e cobrando soluções concretas por parte do Estado.

A postura conciliadora e firme de ambas as partes demonstra que, mesmo diante de falhas graves, é possível construir pontes e avançar na defesa de direitos. O episódio evidencia que o problema não está em quem cumpre seu papel, mas na falta de resposta e coordenação das instâncias superiores do poder público.

O apelo de Samoel agora se estende a todas as autoridades responsáveis: que reconheçam a urgência da situação, adotem providências imediatas e respeitem as legislações que garantem o direito à educação plena, digna e inclusiva para todas as crianças.

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