3 de junho de 2026

Conta de luz ficará mais cara em junho com retorno da bandeira vermelha, alerta Aneel

Conta de luz ficará mais cara em junho com retorno da bandeira vermelha, alerta Aneel


A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta semana o retorno da bandeira vermelha patamar 1 para as tarifas de energia elétrica em todo o país. A medida entrará em vigor já a partir do mês de junho, impactando diretamente o bolso de milhões de brasileiros. Com isso, haverá um acréscimo de R$ 4,463 a cada 100 kilowatt-hora (kWh) consumidos, o que representa um custo extra considerável para as famílias, comércios e pequenas empresas.

A decisão marca o fim de um longo período de tranquilidade nas tarifas, já que o país estava operando com bandeira verde desde abril de 2022 — ou seja, sem cobrança adicional. Segundo a Aneel, o acionamento da bandeira vermelha se deve ao aumento da demanda por energia com a chegada da estação mais seca do ano, especialmente nas regiões Centro-Oeste, Norte e parte do Sudeste, onde os níveis dos reservatórios hidrelétricos começaram a cair significativamente.

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O sistema de bandeiras tarifárias foi criado para indicar ao consumidor, de forma clara e direta, se as condições para geração de energia estão favoráveis ou não. Quando a bandeira verde está em vigor, o custo de geração é baixo e não há cobrança extra. Já a bandeira amarela ou vermelha indica que o custo da produção de energia aumentou, especialmente quando é preciso acionar usinas térmicas, que são mais caras e poluentes.

De acordo com os técnicos da Aneel, mesmo com o nível dos reservatórios ainda acima da média histórica para o período, o aumento da demanda por conta do calor fora de época e do crescimento do consumo levou à necessidade de ativar essa tarifa de alerta. Além disso, a previsão para os próximos meses indica menor volume de chuvas, o que tende a pressionar ainda mais o sistema.

Para o consumidor, a principal recomendação é economizar energia ao máximo. Medidas simples como desligar luzes ao sair dos cômodos, evitar o uso de aparelhos elétricos nos horários de pico, manter a manutenção de equipamentos em dia e optar por lâmpadas e eletrodomésticos mais eficientes podem fazer grande diferença no valor da fatura mensal.

No Acre, onde o calor intenso predomina mesmo nos meses tradicionalmente mais secos, o uso de ventiladores e ar-condicionados tende a aumentar ainda mais o consumo elétrico, o que exige atenção redobrada. Além disso, famílias com renda mais baixa sentem de forma mais direta o impacto dessas cobranças adicionais, o que pode agravar ainda mais a situação econômica de muitas casas.

Especialistas alertam também para a necessidade de políticas públicas voltadas para o uso racional de energia, investimentos em fontes alternativas e em programas que incentivem a eficiência energética, como o uso de painéis solares e modernização da rede de distribuição.

Mesmo com o aumento na tarifa, o Brasil ainda está distante de um cenário de crise energética como o que ocorreu em 2021, quando houve racionamento de água em diversas regiões e a conta de luz registrou aumentos históricos. No entanto, o anúncio da Aneel serve como um sinal de alerta para a população e para os governos sobre a importância de manter uma matriz energética equilibrada e sustentável.

Para o mês de junho, a palavra de ordem é consciência no consumo. A mudança nas tarifas é válida para todas as regiões do país atendidas pelo Sistema Interligado Nacional (SIN), que inclui a maior parte dos estados, inclusive o Acre.